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(Para
a "Eléia de Tróia", às vésperas
das Olimpíadas de 2004)
Eu
sou aquele que cantou o amor primeiro,
no limiar da solidão mais desastrada,
que traz no peito
a alegria enclausurada
e no estandarte a tristeza em corpo inteiro.
Trago
na alma
em pedacinhos coloridos
a juventude que fugiu-me
sem vivê-la
e
na saudade,
minha matutina estrela,
a solidão de ver os sonhos destruídos.
Eu
sou aquele que venceu toda a fadiga
para voltar e queira Deus que eu consiga
subir o leito, retornar à cabeceira.
Pelos
caminhos vou curtir gente passada
e, ao chegar, beijar de novo a minha amada
e descansar, vencida a etapa derradeira
Pedro
Teixeira
pedroteixeira.online@bol.com.br

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