O dom eterno


 (Ao "poeta" Adésio Lima e todos os calçadenses sonhadores)

Enquanto a vida passa tão fugaz
todos os meus sonhos
vêm-me em doces cantos,
alguns tão puros,
outros nem tão santos,
lembrando tempos que não voltam mais.

Sonhando desde nem me lembro mais,
um após outro,
nem me lembro quantos,
só sei que a vida arrancou-me tantos,
que hoje sonho só morrer em paz.

Sonhar, sonhar,
sonhares tão tiranos,
a desmentir a paz que hoje externo,
a machucar-me mais nos desenganos.

Sonhar, sonhar, dos homens dom eterno,
eu sonhei frio no aquecer dos anos
e hoje sonho sol em cada inverno.


Pedro Teixeira
pedroteixeira.online@bol.com.br




O broinha - www.broinha.com.br - todos os direitos reservados