Poemas: de Domingos F. R. Rezende


  
Arroz

Imensos campos alagados

Onde brota as sementes

Lançadas por mãos doridas

De quem planta esperança

E colhe felicidade


Doces e belas planícies

Ora submersas,

Cuja a água é vida

Mata a sede , irriga o arroz

Lava nosso corpo, nossa alma.


Arrozal verde, lindo, infinito

Onde intensos ventos

Brincam de montanha russa

E tenebrosos espantalhos

Afugentam a passarada

preservando próspera colheita.

SAL

Brancas nuvens no céu,

Raios de sol acendendo o mar,

Ondas, brumas, sal e areia,

Desmanchando –se contra as rochas.

É doce admirar este espetáculo,

É doce o derrame das águas salgadas

Sobre planícies infinitas.

É doce a imagem das águas do oceano

A correr mansamente pelas salinas

Cujo o desenho quadriculado

É de uma beleza singular.

Os ventos e o sol sugam as águas

Que ora enfeitam os grandes tanques

Formando de maneira clara e brilhante

Um mineral alvo e cristalino,

Imprescindível – o Sal.

  



 

O broinha - www.broinha.com.br - todos os direitos reservados