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Aos amigos para sempre - Heber Fonseca e Aderbal Ferreira
Diniz, saudosos.
"E
o educador? Que terá acontecido com ele?
Existirá ainda o nicho ecológico que torna possível
a sua existência?"
(Rubem Alves, "Conversas com quem gosta de ensinar").
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Comentário. Conversa puxa conversa. Razões despertam
reminiscências. No meu tempo de menino, apanhava-se
de gurugumba ou de vara de marmelo, mais flexível;
também, para variar, de cinto (correia). Um tio meu
ficou célebre porque aplicou correiadas, com fivela
e tudo, num filho que lhe desobedecera. As mães, mais
delicadas, batiam de chinela nas filhas, sempre naquele mesmo
lugarzinho. Na escola, o instrumento de castigo, ou correção,
era a palmatória. Conheci uma, já antes famosa,
de quase um metro de comprimento e toda furadínha na
parte de aplicar o bolo; e tinha nome, que lembrava o de um
tipo de avião. Por isso mesmo, a qualquer indisciplina
na classe, a professora - uma criatura boníssima -
jogava-a em cima dos alunos, gritando: "Já vai
jaú". Jaú era o nome da palmatória,
na Escola de D. Ismênia, em Bom Jesus do Itabapoana.
Graças a Deus que a minha primeira professora foi a
Mariana Pacheco, minha prima, aqui na Fazenda Velha mesmo.
No Ginásio, ainda alcancei o castigo de "ficar
de pé olhando para a parede", de "ajoelhar
sobre caroços de milho", e, o pior, o próprio
"sopapo pela cara".E olhe que esse último
método consertou alguns capetinhas, que eu vi. Os antigos,
por sua vez, diziam que pancadas perdidas eram aquelas que
erravam o alvo.
E hoje, no agora da nossa pós-modernidade pedagógica,
em meio ao desrespeito geral, por onde andará a disciplina?
Pedro
Borges de Rezende.

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