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Era uma quinta-feira, 21 de abril de 2005, feriado, dia de
Tiradentes. São José do Calçado naquela
monotonia, todas as lojas fechadas, nenhum movimento nas ruas
da cidade. Fui aos meus compromissos, encontrei com meu primo
Leandro Viana, Adriano Viana e minha amiga Erilaine no Peripatus,
onde conversamos um pouco de depois me retirei.
Fui para casa de minha avó jantar, haveria lá
uma reunião de família. Depois, quando o relógio
já marcava 21:00 h., fui para casa com meus pais. Ainda
recebi uns amigos e depois fui assistir ao Jornal do Globo,
com a brilhante Jornalista Ana Paula Padrão.
Terminado o jornal, estava por começar o melhor programa
de entrevista da televisão brasileira, em minha opinião,
o “Programa do Jô”. Como assisto todos os
dias, não poderia deixar de assistir nesse feriado
que mais uma vez nada tinha para fazer em Calçado.
Peguei um baralho, comecei a jogar paciência no tapete
da sala e ao mesmo tempo, assistindo às entrevistas
do programa.
O primeiro entrevistado foi o ator global, que estava completando
55 anos de carreira, Valmor Chagas, como não sou “mestre”
em guardar nomes e nem fisionomias de atores, não o
reconheci de imediato, só fui lembrar dele quando disse
ter gravado o “MAD MARIA”, na Globo. O ator começou
a falar sobre a carreira dele nos teatros e nas TV’s.
Nada muito importante que me chamasse atenção.
No início da apresentação das fotos que
o ator levou para o programa, ao falar os nomes das personagens
que nela aparecia, dois nomes me chamou atenção,
nomes esses que me fez subir uma emoção da qual
jamais saberia explicar, foi quando eu o vi apresentar ao
Jô, a atriz que com ele trabalhou, sendo essa Calçadense
e vencedora de muitos prêmios até mesmo no estrangeiro
que larguei o jogo e fixei o olhar apenas na TV, os dois nomes
falado no programa de maior audiência da madrugada,
na segunda maior emissora de TV da América Latina,
foi, “Darlene Glória”, essa a qual o ator
lembrou com imenso carinho e saudade.
Addison Viana
22, abril, 2005

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