Constante
Sereno Tépido
O constante sereno tépido inspira o poeta,
toda frase carece de ser correta.
A poesia é amiga da melancolia,
poucas vezes interpretada com alegria.
Somos
herdeiros de um planeta repleto de dor,
ainda assim, há espaço para o amor.
Caminhamos numa turva estrada deserta,
encontrando lá no final uma ferida aberta.
1979,
12 de maio...
teatro sem ensaio,
o anjo criança nasceu.
30 de junho de 2002,
o anjo sorriso morreu,
deixou a despedida para depois.
Germana...
nasceu no estado do Maranhão,
Germana...
por 23 anos adotou Calçado como sua segunda “nação”.
Foste
da turma o mascote,
do circo o domador sem chicote.
No seu âmago havia lealdade,
cuidando dos animais com bondade.
Cativou-nos
com sua simpatia,
tinha como meta de vida a palavra “sorria”.
Sua amizade muito nos enriqueceu,
e nas horas mais difíceis nos fortaleceu.
O
ontem é semelhante a um ribeirão,
a água flui na mesma direção.
Uma criança chorando na avenida,
representa a poesia que fala da perda de uma pessoa querida.
Anjo
criança, você não emanou,
acreditamos que apenas viajou.
Em cada eco no horizonte distante,
a presença de seu espírito será constante.
Sérgio Oliveira
sergiooliveira15@bol.com.br

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