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broinha.com.br: Da honra de Ser "Broinha"
Existem muitos calçadenses, meus conterrâneos, que
guardam certo rancor em ser chamados de Broinha. Estranhei muito
essa atitude quando aqui cheguei de volta, há 15, 20 anos
atrás. Minha geração e outras nunca se importaram,
principalmente aqueles que vivem longe do convívio gostoso
de nossas montanhas e de nossa gente. Broinha é um tratamento
carinhoso e que nos diferenciam de outras cidades, como ser chamado
de capixaba e não de espiríto- santense, que seria
o mais correto. A diferença é que nos faz maiores,
com personalidade própria e um jeito todo especial e honroso
de ser calçadense.
O tenista Guga, que já foi o maior do
mundo e está sempre entre os 10 melhores, nunca teve vergonha
de ser um "comedor de banana" e um "manezinho"
da gema, como sempre se auto-intitula com maior orgulho. Manezinho
é o apelido carinhoso de quem nasce na cidade de Florianópolis.
Só que lá a honra é tão grande que
apenas aqueles que merecem podem ostentar o apelido. Não
é para qualquer um, tem que ser por merecimento, como no
caso dele. É claro que existem aqueles, que só vêem
o lado pejorativo do apelido, que sentem vergonha. Mas essa gente
não conta, já que nunca passaram de um número
qualquer na estatística daquela importante cidade.
O apelido "Broinha" tem história.
Ele começou lá pelos idos 1920, quando um grupo
de calçadenses estudava no Colégio Rio Branco, dentre
eles o próprio Dr. Pedro Vieira Filho. Uma tradição
da culinária mineira e nossos ancestrais, a broa de queijo
fazia parte da merenda que os alunos levavam para a escola e do
hábito alimentar de boa parte de nossa população,
na hora do café. E como era muito gostosa, os outros alunos
daquele colégio disputavam uma parte da merenda daqueles
alunos calçadenses, que com o tempo passaram a levar uma
quantidade maior delas. Vai daí que quando eles chegavam
os outros gritavam: " Chegaram as broinhas!". E com
o tempo o apelido pegou.
Tudo isso para dizer que o nosso conterrâneo
ilustre, Oscar Rezende (filho da dona Nádia), professor
da Universidade de Viçosa, criou um "site" para
divulgar as tradições e os valores de nossa terra
( e também as páginas principais de nosso jornal)
com o nome de www.broinha.com.br. Isto significa que a nossa cronista
Sônia Bonzi vai poder acessá-lo "on-line",
lá na distante Austrália, onde mora. E o americano
e calçadense honorário, Keith Hewwit, lá
nos Estados Unidos, assim como os conterrâneos dos mais
distantes lugares do Brasil. Agora somos broinhas em plena modernidade
e direito.
Quer dizer, apenas aqueles que sentem orgulho
do apelido, como eu, o Adézio Lima (atual vice-presidente
do Baco do Brasil), o ministro José Carlos da Fonseca,
todos os cronistas do nosso jornal e uma legião de calçadenses
notórios espalhados pela Grande Vitória e por todo
o país. E para oficializar a honraria, vamos criar o "Diploma
de Cidadão Broinha", para quem quiser dependurar na
parede e mostrar para os amigos. O meu, não abro mão
de ser o número 01. Podem fazer suas encomendas e se preparar
para o grande evento do "Encontro Anual dos Broinhas",
com direito a um festival de broas de queijo. Aqui eu passo a
bola para o prefeito Jefinho.
Pedro Teixeira

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