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BROINHA
NO CEMITÉRIO
Legal quando a gente revive o ser broinha, através
do Claúdio Medina, da Pepenha, do Thiago Vieira ( aliás,
quem é esse broinha que parece ter vivido desde a fundação
de Calçado até o tempo dos filhos do "Periquito
Yanke", Djalminha ?
Adorando
ser broinha pelas lembranças da Sônia Bonzi, Hermógenes,
Pedro Teixeira, Raulino, Edson, Joel Raggi, Addison, Elias José,
Djalma, Gilberto F. Boa, Das Dores, Warley, Jamir , Debrinha...
Pelas
piadas, os casos, as entrevistas, as crônicas...
Pois
bem, hoje vou contar como conheci uma outra maneira de ver e de
ser broinha , por íncrível , por fúnebre,
por diferente que pareça : uma visita ao cemitério.
Dia
desses, indo a Calçado fomos rezar pelos nossos mortos.
Meu filho, Lucas, de 11 anos, pediu-me que andasse com ele pelo
cemitério. Em cada sepultura, ao ver uma foto ou um nome
ou sobrenome conhecido pedia-me que falasse sobre aquelas pessoas.
Gente,
o nosso "campo santo local", com seus túmulos,
sepulturas e jazigos traz nas suas lápides uma maravilhosa
e comovente história da construção desse
nosso orgulho de broinhas.
Eu
nunca havia percebido o cemitério daquela forma, como um
relicário, um baú da nossa história e das
nossas lembranças. Senti intensa emoção relembrando
carinhosamente de tantas pessoas das quais, umas conheço
a história e outras, bem mais, conheci a alegria, o sorriso,
as tristezas, os sonhos, o calor, enfim a vida.
Naquele
instante percebi que não estava em um local de morte e
tristezas, mas sim em um campo sagrado de saudades e lembranças.
Então,
como as nossas pracinhas, nosso Montanha Clube, nosso Cine São
José, nosso CROC, nossos campos do Motorista e do Americano,
nosso Rio Calçado ( do tempo das traíras, piaus,
bagres e lambarís), nossas vendas do Thiebaut, do Daúde,
do Tunico, do Pedro da Vala, do Alcebíades, da Casa das
Máquinas, dos bares do Tião Machado, Zé do
Alípio, Crissaf, Seu Carlindo, da Máquina de Arroz
do Zé Vieira ( antigos carnavais), dos novos "points"e
tantos e todos os outros lugares que nos formaram, também
o nosso cemitério passou a fazer parte da minha orgulhosa
formação de BROINHA.
Elcenyr Tatagiba Cordeiro

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