MENU





Sua mensagem


Caso a página não esteja sendo exibida corretamente
instale o plugin  do  flash  no seu computador entrando
no link acima.

Melhor visualizado em resolução 800x600 ou 1024x768


PEDRA DO PONTÃO

    
   Por escolha do destino, meus antepassados fixaram residência nestas onduladas montanhas, e aqui tenho, através de minha propriedade, a visão privilegiada da Pedra do Pontão.
   Sua constante vigília silenciosa nos transmite um tranqüilidade harmônica com a natureza cercana. Ela, altivamente, mira o mesmo horizonte que nos cobre, alcançando uma distância invejável pelos simples mortais, que de sua pujança monumental de pedra com alma de granito, olhos verdes de ardósia, coração de pedra São Tomé, presenciou, de seu pedestal, vidas passadas e vividas.
   Quem sabe, quantas tristezas, alegrias, saudades, esperanças, fés e tantos outros sentimentos, vividos ao seu redor, durante todos esses anos, transcorridos junto a sua petrificada existência.
   As pessoas passam, mas ela fica , como testemunha do tempo, implacável sobre nossa existências temporárias, alertando-nos e informando-nos sutilmente a mudança do tempo, através de sua sabedoria milenar, a natureza!
   Quando a neblina, insistentemente, vai ocupando o lugar do sol, o vento suavemente sopra as nuvens, cobrindo-a com seu véu branco, como se fosse aquecê-la da possível frente fria, que virá brevemente. Sua imagem desaparece temporariamente, até que o frio se afaste, para que ela possa, novamente, receber a luz do sol, clareando a esperança do amanhã de nosso cotidiano.
   Este símbolo é o referencial do inconsciente, envolvendo todos aqueles que captaram sua grandiosa beleza, na inércia de sua presença e jamais esquecem aqueles que conviveram ao seu redor, no passado, no presente e, certamente, também no futuro.
Viva a natureza, pois ela também é uma expressão divina!

Vitória, 7 de maio de 1955

Raulino Pereira

 

 

 


 

 

 

 

 

 

 

 

O broinha - www.broinha.com.br - todos os direitos reservados