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Que
tal agradecer?
Pois
é! Agradeçer. Agradeçer do fundo do coração.
Agradeçer por ser Broinha. Agradeçer a infânçia,
a juventude, enfim, agradeçer tudo aquilo de bom que Calçado
nos deu.
Voçê algum dia já parou
para agradeçer? Já parou para agradeçer por
ser Broinha? Já parou algum dia, só um pouquinho,
para pensar na sua cidade? Para agradeçer tudo de bom que
Calçado te deu?
Talvez muitos não saibam o significado
da palavra "saudade". Para mim, a tal da "saudade",
hoje, tenha um significado diferente.O estar longe. A tal da maquininha
de escrever com televisão e distançia. Muita distançia.O
antes e o depois do Broinha.
O que era a tal da Internet para mim antes?
Navegar sem rumo. Quando muito, uns poucos e-mails, com muito
pouco o que "falar". Falar o que? Para quem? Para mim
era muito mais fácil pegar o telefone e falar, no sentido
exato da palavra. E a tal da "saudade"sempre na frente.
Coisa de machucar. De doer.
Então, na Semana Santa, liguei para o
Moreira Neto, aí em Calçado. Ele tinha ido andar
de bicicleta, coisa de quem não tem o que fazer. Conversei
um tempão com a Janinha e depois com Danilo.
Quando estávamos para terminar o "colóquio"
o Danilo me falou: Piriquito, voçê já sabe
do site do Broinha? É www.obroinha.com.br. Vai lá,
acho que já está na internet.
Meu Deus! Que susto. Abrir a página e
de cara a nossa praça. Eu quase não acreditei. No
computador. Coisa demais para o meu coração.
Aí sim, a saudade. Que saudade.
Vupt! Coração disparado, emoção.
Que coisa. Nunca tinha imaginado isso na minha vida, a verdadeira
"saudade".
Paixão.
Paixão pela minha cidade, pelos meus amigos. Paixão
do que ficou para trás, mas nunca será esqueçido.
O que fazer? Ficar olhando e deixar a saudade te machucar? Não.
Claro que não.
Peguei a tal da "saudade" e coloquei
do meu ladinho. Voçê, danada, é que vai fazer
as coisas. E bem feito. E ela está fazendo bem feitinho.
Em menos de quatro mêses, amigos e amigas que não
tinha noticias a anos, como Maria Ester, Adésio, Homerinho,
Almir Lobo, Gilberto Juquita, Juninho, o Padrinho Zé do
Ói, Ribeiro Neto, Jiló , etc, etc...., contato direto,
sem entreveiros.
A oportunidade de conheçer os mais jovens
, lendo as mensagens. Do filho do Marquinho. Ele deve nem me conheçer.
Do Marcelo Pimentel,que por sinal me escreveu um e-mail muito
jóinha. Obrigado Marcelo.E tantos jovens que procuram colocar
Calçado onde sempre deveria estar e sempre estará.
Lá no fundo do coração.
Da Sônia Bonzi, lá na Austrália.
Da Lurdinha , lá na Virginia. Do meu amigo Carlos Lacerda
, lá em Vitória. Da Anna Paula e do Calinha, em
São Paulo. Do Adésio, no Planalto Central ( tô
de olho, viu? ). Do Baco em Guanambi ( Bahia).Do Té, lá
nas Minas Gerais.
Calçado é maior do que o mundo.
Muito maior do que o mundo.
Nós temos o nosso mundo. Pequenininho, mas grande demais.
Grande nos homens e mulheres que edificaram o nome de Calçado.
Grande demais nos que continuam a aumentar a edificação,
Grande demais nos que já se foram e deixaram seu legado.Deixaram
a tal da "saudade".
Ela está aqui, bem do ladinho.
E falando, enjoada, escreva para o Broinha.
Escreva para seus amigos, suas amigas:
-Já que voçê não
pode estar lá, escreva.
-Escrever o que?
-Não sei. Não sou eu que estou
sentindo isso.Que tal eu ir embora?
-Se voçê for embora perde a graça.
Vou escrever o que?
-Hummmm!!!! Que tal sobre um sentimento?Vai
lá, vai!!!!
- Que tal, deixe eu ver, estou sentindo a falta
........
-Ahhh!! Então tá bom.Voçê
vai escrever sobre mim, a saudade.
-Eu não! Por que deveria escrever algo
sobre você?
-Não sei! Voçê não
está me sentindo?
-Estou, e daí?
- Fácil, super hiper fácil. Fale
assim ó!!! Bem alto, para todo mundo te ouvir: Calçadooooooo,
eu te amo!!!!!!
Amo mesmo, com muito orgulho
Djalma Junger Lahud
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