FLORES DE AGOSTO.



À MEMÓRIA DE NEUZENIR DOMINGOS VENIAL JUNIOR. JUNINHO...
*09/10/1985 †03/08/2006

O pretérito apregoa o fim,
Não há albatroz no confim.
O presente é a soma do meio-dia,
Subtraído por um 1/ 3 da melancolia.
O futuro é um anjo, uma criança e um adulto,
E o destino um minuendo oculto.
No outeiro aviva um frio funesto,
Lágrimas de agosto e mais o resto.
A vida é um arcano,
Pai e mãe chorando no oceano.
Quão à noite nascemos ao entardecer,
E morremos ao amanhecer.
Deus criou o universo,
O poeta o seu verso.
Irmão sol e irmã lua,
Uma esmola que alimenta a criança de rua.
São páginas deslustradas da vida,
O para sempre que se encerra com a despedida.
O menino feito o peixe cresce,
Ser alguém “ele” apetece,
Sua escola, o lápis e um giz,
A formatura que “ele” sempre quis.
Edificamos uma rede de amigos,
Vários corações e vários abrigos.
Como areia sem o mar,
Aprendemos naturalmente a amar.
Ontem havia um adolescente,
Que partiu hoje prematuramente.
JOYCE e JUNINHO estavam apaixonados,
Por força da sina foram apartados.
Agora só resta tristeza,
De um púbere rosto esculpido pela beleza.
Juninho transmitia a alacridade,
Dotado de pura graça divina ELE caminhava pela cidade.
Os bons dizem adeus cedo,
A tempestade causa medo.
Ninguém entende o sentido de se viver,
Talvez seja a mensagem que o lápis se recusa a escrever,
Ou a certeza de que há um outro plano superior,
Onde colheremos a flor de agosto chamada “amor”.
Juninho
NÃO ESTÁ SOZINHO
VOCÊ ESTÁ VIVO EM Nossos Pensamentos
E As nossas Lágrimas SE TRADUZEM POR Sofrimentos
POIS PENSAREMOS EM VOCÊ A TODO O MOMENTO.
ADEUS
ADEUS
ADEUS
MENINO!

 


06 DE AGOSTO DE 2006..

Sérgio Oliviera
sergiolovesluana@broinha.com.br



 

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