Tu tens dentro de si, tantas virtudes
A seu modo sereno, um anjo torto,
Que prega o bem com belas atitudes,
Melhor semente, entre tantas deste horto.
Construtor e artista de grandes obras,
Seu preço a felicidade alheia,
Sua alegria, repartir as sobras,
Edificando a vida como quem semeia.
Sem religião ou igrejas, professa a
sua fé
Homem de poucos vícios, prega a solidariedade
Cultiva hábitos nobres, frutos do melhor café
Em busca constante da paz e da serenidade,
Minha
cidade
Você é a Pedra do Jaspe, a Serra dos Alpes, os
Pontões,
O Morro do Querosene, a Divinéia, o Montanha Clube,
Os grandes bailes, os flertes e os carnavais.
Você é o Buraco Quente, A terra Roxa, o Morro
do Carrapato
Anita Papuda, O Mane da Lelé, o Valdimiro, A Cascuda
A loucura e o folclore no mesmo lugar.
Você é meu jardim, meu play ground , meu cartão
postal
Praça da fé, dos amores, minha catedral.
Você é a igreja matriz, o Padre Amando, os sermões,
o Coreto, a Casa Paroquial, os leilões e o Lelê.
Você é a festa de maio, o frio, o chocolate quente
e o sereno,
As filhas de Maria, A tia Amélia, as beatas, o meu
São José.
Você é meu Córrego da Areia, os vales,
os espantalhos, os arrozais
A chuva, as enchentes, os peixes e os canaviais.
Você é o sobe desce das minhas ladeiras, a rua
Quinze, a rua Nova, a Vala
As meninas, as mini saias e os encontros casuais.
Você é o Americano X Motorista, o Sapo e o Carrapato,
a paixão pelo futebol.
O drible do Tide, a categoria do Zé D´oleo, o
chute do Nocrides, a defesa do Zoe.
Você é a emoção, o medo, o Grupo
Escolar, a alfabetização.
A Dona Merinha, O Tio Manoel, a prova de Admissão.
Você é O Ginásio, A Dona Ivonilde, Dona
Therezinha, o Fessô
A Dona Aurora, Sô Aderbal, a Dona Nádia, Sô
Cintinho, o Altanor.
Você é as tempestades, os raios, os trovões
As enxurradas, a travessuras e meus barquinhos de papel.
Você é o meu passado, os amigos, as ruas de minha
vida,
A saudade, o futuro e a despedida.
Você é minha cidade, meu São José,
minha felicidade.