TRIBUTO AO CASCATÃO


QUANDO O ANFITEATRO FICOU JURURU.


Era uma vez um menino
Que corria e batia o sino.
Era uma vez um pixote
Que driblou a morte.
Nasceu e morreu como criança
Levando no sorriso a esperança.
Era uma vez a razão
A solidão na letra da canção.
Era uma vez uma viagem
O último adeus àquela linda paisagem.
Havia uma felicidade por perto
A lágrima que alguém expulsou para o deserto.
O tempo passou...
O corpo de infante forma de amadurecido tomou.
A voz pueril mudou
Mas a mesma facécia continuou.
O “NINO” era conhecido como “CASCATÃO”
No bom sentido um verdadeiro ‘PALHAÇÃO’.
Triste nunca estava
Brincando com todo mundo que por ele passava.
Em todo velório sempre presente
Ainda assim permanecia contente.
CASCATÃO foi um exemplo da meninice
Atravessou a barreira dos 70 anos sem conhecer a velhice.
Hoje o frio perdura
O maestro guarda a partitura
O palhaço disse adeus
E foi morar com DEUS.
Até logo amigo, até logo companheiro, até logo amigo.
Nas horas tristes dialogar com você era meu abrigo
Sei que a vida segue
Mas ao luto estou entregue.
Calçado se veste de melancolia
E se despede de um filho que era o chocarreiro DA ALEGRIA.


À MEMÓRIA DE NILTON MASCARENHAS SILVA, O ETERNO “CASCATÃO”. DESCANSE EM PAZ, AMIGO!... (+24/05/2006)
CALÇADO, 25 DE MAIO DE 2006.

 

Sérgio Oliveira
sergiolovesluana@broinha.com.br




 

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