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Era mês de setembro, clima gostoso em
nossa região, todos de saco cheios com os carros de propagandas
políticas, era época de eleição, iríamos
eleger os novos deputados, governadores, senadores e presidente
no próximo mês, e assim fizemos.
Durante os dois meses antes da eleição
nossas ruas eram passarelas de carros transmitindo as melhores
propostas política de um e outro candidato, e eram usados
todo e qualquer tipo de meio de transportes para divulgar o nome
do futuro governante. Nem as carroças de burro escapavam
das propagandas políticas, ao invés de transportar
pessoas, este carregava em sua carroceria uma ou mais caixa de
som onde eram faladas as qualidades do candidato para o qual o
seu dono estava trabalhando.
No meio de tanto veículo transitando
em nossas ruas, encontrava-se uma brasília amarela, bem
parecida com as que os Mamonas Assassinas usavam, afinal de contas,
todas brasílias amarelas são parecidas uma com as
outras. Aqui em Calçado, existem cerca de quatro a seis
Brasília como essa, e uma delas estava fazendo propaganda
política para um candidato de Bom Jesus do Itabapoana.
Toda enfeitada, adesivos com o slogan do candidato, caixas de
som em cima, esta ficava rodando nossas bairros com a finalidade
de convencer os eleitores a votar no candidato que ela divulgava.
Numa tarde do mês de setembro, este carro
de propaganda encontrava-se estacionado em frente a casa do senhor
Addison Carvalho de Rezende, este que também é proprietário
de uma brasília amarela. O senhor Addison Carvalho, já
tinha o seu voto definido. Ao sair de sua casa para fazer uma
compra, ele olha para a brasília e começa a ficar
vermelho, dos pés a cabeça, e como não tem
o sangue frio, revoltado começa a falar em voz alta: "Não
acredito, como é que esse povo pode abusar tanto assim
de nós eleitores, vejam bem, entraram no meu carro, tiraram
o adesivo do meu candidato e colaram outro, é uma total
falta de respeito com as nossas decisões políticas,
deve ser algum moleque que aprontou mas essa agora". Depois
de arrancar todos os adesivos da brasília a qual ele estava
achando que era dele, este então fechou todos os vidros
do carro, e bateu a porta trancando-a para que ninguém
mais se atrevesse a entrar nela. Nisso, a neta do senhor Addison
vem chegando na casa dele, andando pela calçada, até
então ser abordada pelo seu avô que lhe explicou
tudo o que acabará de acontecer com ele. Quando ele acabou
de contar todo o fato, Sarabelly começou a rir, riu muito,
sem parar, até que seu avô lhe interrompeu perguntando
o porque de tanta risadas, esta então o explicou: "Vô,
veja só se essa é o seu carro? Por acaso você
colocou caixas de som em cima da brasília?". Foi aí
que o senhor Addison Carvalho seu deu por conta de que realmente
ele estava totalmente enganado, a brasília a qual ele entrou,
retirando todos os adesivos, eram de um outro proprietário,
que para melhorar um pouco a situação, era de um
conhecido dele. Um pouco envergonhado da atitude que cometeu sem
tomar as devidas análise antes, Addison Carvalho foi se
desculpar com o dono do carro, este que por sinal entendeu tudo
numa boa achando também graças de tudo que aconteceu.
Depois deste episódio, fica praticamente
comprovado de que brasília amarela são todos iguais.
Addison
Viana
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