Poemas: de Domingos F. R. Rezende


  
                        Pai

  Eu queria tanto dizer que te amo, pai
  Mas meu orgulho foi maior
 
Um oceano... e me calei.

  Eu queria sentar em teu colo, pai
  E ouvir as tuas histórias
  Mas a pressa da vida
  Me levou para longe.

  Admiro a tua simplicidade, pai
  Acobertando grande sabedoria
  Numa cabeça privilegiada
  Que seduz com gestos
  E parcas palavras doces.


  És muito mais do que homem, pai
  Pois faz do bem seu legado
  Doando-se sempre e por inteiro
  Sem nada pedir em troca.


  Invejo e almejo tua dignidade, pai
  Teu semblante, Ter ser
  De homem rude, porem sensível
  Um ser incapaz de desejar o mal

AMOR NÃO CORRESPONDIDO

Ela disse:

Como são lindos os teus olhos,
Conveniente acreditei e segui,
A minha vida... minha estrada.

Naquele momento não percebi,
Que teus olhos falavam de amor
E fui sem perceber
O seu primeiro amor,
Um amor não correspondido.

Circunstancialmente ficamos juntos,
Porem, meu coração não estava ali.

Reconheço:
Fui para você o pior dos amantes,
Recebi tudo e nada dei em troca.

Sentia que você roubava meu tempo,
Meus beijos e minha liberdade.
Raramente ficávamos juntos,
Venci-a por indiferença.

Cansei e matei o teu amor.

Porem, acredite:

Não a ignorei por soberba
Ou outro sentimento menor,
Apenas atendi os anseios aflito
Do meu jovem coração
Que nunca te amou.

  



 

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