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Muitas histórias tivemos a oportunidade
de ouvir o Sr. Juqita narrar, mas esta é especial.
Certa
vez, ele saiu de Calçado, rumo a Vitória. Lá
chegando, hospedou-se no Hotel que lhe fora recomendado pelos
amigos - Hotel Europa. Como o compromisso que tinha seria à
noite, resolveu dar umas voltas, a fim de apreciar as belezas
da capital, ver vitrines e saber o que de novo estava acontecendo
e, posteriormente , ao regressar, relatar para os conterrâneos.
Ficou admirado com a frota de ônibus circulando na capital.
Como tinha tempo de sobra , resolveu contá-los: um , dois
, três... cem... duzentos... quinhentos e oito... mil e
dois..., cansou! Resolveu parar. Realmente eram muitos os ônibus.
Só, que nosso chistoso protagonista não percebeu
que os ônibus eram circulares, que eles os havia contado
e recontado várias vezes.
E a história da viagem continua... O
sol já estava declinando, ele precisava voltar. Caminhou
com passos largos, decididos, rumo ao hotel. Olhou de um lado
- nada, olhou para outro lado, também nada de encontrar
o Hotel Europa. Andou mais um pouquinho. Parou e pensou: ele,
sempre sagaz, agora parecendo um maenga. O que fazer? Restava-lhe
uma saída. Perguntar.
As pessoas passavam na calçada, ele olhava
para uma, olhava para outras, até que a coragem chegou.
Sr Juquita interceptou um homem e lhe perguntou:
- Por gentileza, o senhor pode me dizer onde
fica o Hotel Europa?
O senhor, que ele narrava ser "meio jeca"
ficou sério, com aspecto zangado, colocou as mãos
na cintura e proferiu:
- Moço, o senhor é bobo ou quer
me fazer de bobo?
Sr. Juquita, cabisbaixo, querendo persuadir
o inquirido, prontamente lhe respondeu:
- Não meu senhor, não quero lhe
fazer de bobo. Sou bobo mesmo! Saí sem levar o endereço
do hotel.
- Então "seu bobo", olhe para
cima!
Surpresa maior do Sr. Juquita, foi olhar para
cima e lá, visualizar a reluzente placa do tão procurado
Hotel Europa.
Maria
Dolores Pimentel de Rezende
dolorespimentel@hotmail.com
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