Aprendi
que posso ser eu mesma em qualquer lugar, todavia me exigirão
de forma enfadonha que eu mude, suposto que eu seja uma massa
pronta a fim de se modelar ao que me impõe, mas não
sou, transito entre conceitos absorvidos ao longo da existência,
me recusando a padronizar meu modo de existir com a futilidade
a que me deparo.
Aprendi
que quem julga demais, algo esconde podendo ser julgado. Seu
julgamento na vida embaça a visão de suas falhas
e essas pessoas olham demais pra fora, e esquecem de olhar pra
dentro, querendo transparecer o que não são. E
apontam sem cautela alguma seus dedos sujos para todos que puderem.
Dessa forma permaneço de mãos abaixadas, enquanto
noto a sujeira das mãos que me condenam.
Aprendi
que pessoas curiosas e indiscretas, são na maioria das
vezes invejosas.Conhecer muito da vida alheia, faz perder tempo
com a sua, deixando-a em estado deplorável, assim querendo
que sua grama seja tão verde quanto a do vizinho.A diferença
é que ele cuida dela, e o invejoso cuida dele ( do vizinho
).
Aprendi
que indivíduos que falam demais de como são, almejam
se auto afirmar para sociedade, falam na verdade de como gostariam
de ser vistos.
Aprendi
que muita gente vive pra se esconder, usam diversos meios para
isso, talvez a escrita, leitura, a inveja ou as máscaras
divinas, tão divinas como a maneira que encaram a vida,
sendo verdadeiros 'santos', entre tanta gente ruim. Cômico
não?Mais cômico ainda é como são
vistos julgando todos inferiores a eles, que talvez estejam
mais próximos daquelE que 'servem' porque não
se isolam em cápsulas de cristal, porque com tais cápsulas
se torna muito fácil não ser de carne e osso.
E essa redoma de vidro que julgam viver, é muito mais
frágil porque eles criticam o MUNDO, para desviarem a
atenção da podridão que vivem, mascarados,
fantasiados de 'santos' no meio terrestre pecaminoso.
Aprendi
que tudo demais é veneno, como diria nossas avós.
Do melhor dos sentimentos ao pior deles e também que
tudo na vida passa, por mais que queremos que passe logo ou
não passe. O tempo passa, o 'Panta rei' de Heráclito
e o eterno mobilismo das coisas.Dessa forma, ele arrasta consigo
suas evidências de acontecimentos, e nos deixa marcas
para sempre.
Aprendi
que não importa quantas mudanças ocorram em nossas
vidas, nós nunca estaremos preparados pra elas. Queremos
o máximo que a vida oferece, e a mudança nos limita
isso, ou uma coisa, ou outra.
Aprendi
que não podemos ter tudo que queremos, no momento em
que queremos, e nesse fator entra o que de mais gracioso pode
existir no ser humano, a paciência, virtude arrebatadora
e extremamente complicada para nossa juventude.
Aprendi
que existem indivíduos que por mais que você tente
utilizar o que há de melhor em você para compreendê-los,
não importa de qual janela você olha, não
importa de qual vertente você utilize, eles realmente
são perversos e qualquer ato de bondade sua mente humana
traduzirá como interesse. Não por culpa sua, por
culpa dos atos deste citado a cima.
Aprendi
que muitos poderão falar de mim, inventar coisas sobre
mim, fazer criticas esdrúxulas e serem extremamente falsos
e hipócritas, entretanto com tanta atenção,
há um porquê nisso tudo. Suas vidas são
demasiadamente envoltas por camadas e mais camadas de mentiras,
uma utopia inatingível que eles tentam passar por real,
e de tão frustrados se voltam para quem se aproxima,
mas com espadas afiadas que são suas bocas e palavras.
E
com tudo isso de aprendizado...
Não me tornei melhor.
Nem pior.
A
vida nos endurece por saber que nem todo mundo é igual
a nós.
Aos indivíduos citados no texto,
Continuem em seus mares de lama,
Com suas máscaras,
Com tudo que provém dessas mentes errôneas.
Enfim, e estes: minha sincera indiferença!
Porque
eles NÃO aprendem.
Eu sim!
Kamilla Abreu Costa
k.milla90@hotmail.com
