O CARROSSEL DE LUDYMILLA. (1ª PARTE)


À REMINISCÊNCIA DE LUDYMILLA BRASIL DE FARIA

A cidade jaz elegante diante do acento mágico das flores, extraído da lembrança de um pirilampo hibernal que emanou para outras estações. Ainda resta um outono meio verão de primavera que gera, no útero de mamãe, os meus primeiros passos. Um dia fomos crianças da noite de luar e alugados por pequeno espaço na Mãe Terra a qual por motivo e vencimento de contrato tivemos que nos separar.

O vírus do amor fez que dois jovens atassem laços matrimoniais. Inolvidável “HONEYMOON” * á base do puro carinho e ternura a qual deram a luz à minha ataviada irmã Djenane. Longo tempo passou. Agora o feto se libertou do leito materno, chegando para alegrar um lar e poder brincar com a pequena Djenane a qual a aguardava com todo mimo.

Cresceu feitas as montanhas encantadas do reinado de Cinderela. Não houve infância, tentou fazê-la em um mundo repleto de animais sorridentes onde havia anjos os quais a fez acreditar no amanhã, no paraíso de fé, compreensão e igualdade social. 04 de agosto de 1979 é um ponto especial para mim, pois são meus primeiros passos de vida que agora começou. Os anos resultam em um ponto final. As estrelas continuam a brilhar, é inverno de 03 de agosto de 1983, véspera de meu quarto aniversário também partida para um lugar onde o rio flui sem se contaminar com processos pecaminosos, e que as águias abrem seus corações para o universo.

O anjo Ludymilla acorda, disse: Mamãe e Papai, a sina me levou, não fiquem tristes e faça dessa melancólica data uma outra razão para sorrir, lembrando-se que essa vida é uma ilusão e que o mais importante presente de aniversário que eu ganhei foi o passaporte para o céu. Sigam os dez mandamentos da Lei Divina a qual é a única fonte de salvação do ser humano. Cristo Jesus está comigo. Adeus PAI Luiz e Mãe Rosa e irmãzinhas queridas Djenane e Aline, sou a luz em cada manhã, o semblante de todas as crianças que vieram antes e depois de mim, sou as palavras que o poeta descreve em minha ingenuidade de bebê, as quais não cheguei a dizê-las nom passeio de alegria pela terra e que deixei escrito no arco-íris que eu amarei vocês para sempre; pois há nas estrelas uma força positiva que nos faz crer que haverá um reino para um, EU, TU, ELE e um NÓS.

LUDYMILLA FOI UM ANJO QUE NASCEU E MORREU PURA. VÍTIMA DE ATROPELAMENTO AOS 03 DE AGOSTO DE 1983, VÉSPERA DE SEU QUARTO ANO DE VIDA.

Sérgio Oliveira



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