No nascedouro,
Espelho
d’água que brota entre as pedras.
Doce
água serena e abençoada
Límpida,
transparente e pura,
Que
molha a terra e gera vida,
Que
banha e refresca o caboclo,
Que
inunda e fertiliza as plantações,
Que
dá o pão e lava a alma.
Córrego
do Areia tu és doce,
E
por nós gasta infinitamente
Suas
parcas e infundadas energias,
E
parte em busca da agitação dos oceanos,
Percorrendo
lentamente os vales,
Deixando
para trás montanhas e saudades,
Desaguando,
por fim, no Rio Calçado, e este no Itapaboana,
Que
fadigado e doente vai brincar no mar
Virar
sal, virar vida.
Doce
água que passa, amarga lembrança que fica
E
uma grande saudade que não passa.