PESCARIA BRINCALHONA

 


Num Sitio, perto de Itaperuna/RJ, onde existia um pequeno córrego que tinha mais lama que peixes, uma amiga minha, eu e meu avô fomos pescar. Meu avo, muito inteligente, teve uma idéia de mau gosto, quando pediu para eu ir ver se tinha peixe do outro lado do córrego.

Então, muito obediente, fui depressa. Uns 5 minutos depois percebi que eles conversando sobre algo que não entendia, pois estava longe e não dava para ouvir. Meu avô mandou a Lorena se esconder, enquanto ele jogou um grande toco dentro do córrego e começou a gritar.

- Socorro. Matheus venha depressa que a Lorena caiu na água e ela não sabe nadar.

Os dois amarraram uma corda fina entre dois tocos para que, na hora que eu fosse correr por ali, tropeçasse e fosse cair de cara no córrego.

Meu avô continuou a gritar: - Socorro Matheus. Corra aqui que a Lorena caiu ao tentar pegar um peixe pesado que agarrou no anzol, bem perto do lado direito do córrego.

Como eu estava do lado esquerdo, corri e tropecei na tal linha. Caí direto na água e fiquei todo barreado. Levantei, limpei a lama que estava no meu rosto e vi que a Lorena, além de não ter caído no córrego, não agüentou e começou a rir. Comecei a correr atrás dela, mas enquanto tentava pegá-la para castigá-la pela brincadeira, deu tempo de meu avô pescar lambaris que eu pensei que fossem jacarés, de tão grandes que eram.

Matheus Felipe Furtado Miguel*


*Matheus Felipe tem 8 anos de idade e é neto do Marcio José Furtado.



 

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