Por mais previdente e cuidadoso que sejamos, fica evidente nossa
impotência diante do rumo que a vida toma. Somos um minúsculo
barquinho lançado num mar de incertezas. Ora revolto,
ora calmo, porem imenso. Nas tempestades onde aflora o medo,
buscamos força dentro de nós, clamando piedade
a Deus por dias melhores e, fazemos promessas mil. Cinicamente
não as cumpriremos, muitas vezes por serem impossíveis.
Quando o sol se ascende no horizonte iluminando as águas
que ora balançam suavemente, fazendo nosso barco deslizar
tranquilamente ao doce balanço do vento, já esquecemos
as promessas e nos afastamos de Deus.
A
soberba nós faz esquecer as amarguras da vida e seus
perigos, e por conta disso não nos prevenimos quanto
ao futuro e as eminentes tormentas mundanas que a qualquer momento
vêem bater em nossa porta.
Estudar
sempre foi o melhor caminho. Hoje, o único, no entanto
continuamos a ignorar esta verdade e seguimos dando murros em
ponta de facas, desdenhando a realidade cristalina diante de
nós.
Culpa
da juventude? Da soberba? Do espelho? O frescor e o vigor da
juventude por vezes escondem um monstro que estamos construindo,
e quase sempre é uma péssima conselheira. Quando
acordamos é tarde.
Todo
mudo erra, e o erro se bem assimilado certamente leva ao crescimento,
se não, é arrependimento por toda uma vida. E
o que é pior: Nós só temos uma vida.
Recomeçar
é desgastante, porem é preciso. Por quantas vezes
durante nossa existência, nos deparamos com mudanças
radicais: Desemprego, um novo trabalho, um chefe incompetente,
novos amigos, decepções, uma dor aqui outra acolá,
a morte que se avizinha. São tantas as mudanças
que nos deixam confusos e sem rumo.
No
entanto, por vezes recomeçar é o combustível
que precisamos para alavancar nossa carreira profissional, criar
negócios, mudar de ares, inventar coisas e ser feliz.
Domingos Fernando Ribeiro de Rezende
fernandosalglobo@terra.com.br
