Equilíbrio é o que um artista circense precisa
para chegar a salvo no outro lado do arame estendido sobre o
picadeiro, numa altura perigosa, e sem a proteção
de redes, quando se propõem a atravessar em busca do
aplauso. Este exercício de cruzar o precipício
é o seu ganha pão, ofício que flerta diariamente
com eminente risco de queda para morte. Para desempenhar bem
e com alguma segurança alcançar seu objetivo,
ele precisa treinamentos exaustivos durante a semana e muita
concentração na hora do espetáculo.
Na
vida real, ou seja, no cotidiano das Empresas, os dirigentes
precisam praticar com afinco os afazeres que lhes são
confiados. Saber fazer a leitura do que vê – concorrentes,
consumidores, clientes, e acompanhar com equilíbrio e
inteligência o que o mercado está informando, é
primordial para o sucesso. E mais, é preciso estar focado
no seu ramo de atividade. Exemplos de outras empresas servem
como aprendizado, nunca como espelho, pois cada setor, cada
ramo de atividade tem suas particularidades. São produtos
com valores e realidades completamente diferentes das outras.
È
fundamental grande dose de maturidade para saber ouvir, e realmente
ouvir opiniões, mesmo que contrária ao pensamento
corrente. Agir por impulso nunca é o melhor caminho.
O que parece claro e oportuno para uma determinada Empresa,
pode ser uma roubada para outras, gerando resultados negativos
irreversíveis.
Ficar
macaqueando grandes companhias naquilo que lhes são parcialmente
transmitidos é perigoso, aja visto que ninguém
realmente passa a estranhos informações confiáveis
sobre suas estratégias de mercado. Acreditar piamente
nestas informações e não saber fazer a
leitura nas entrelinhas é passar atestado de burrice
e incompetência.
A
falta de equilíbrio é ambiente propício
para equívocos, e estes fazem com que muitas vezes a
Empresa dê voltas para chegar a lugar algum, sem antes
é claro gerar despesas inúteis e acumular prejuízos.
Domingos Fernando Ribeiro de Rezende
fernandosalglobo@terra.com.br
