Falar de maio, das ladainhas, coroações, chocolate quentinho, broinha de fubá, todo mundo já falou.
Do frio gostoso aqui na Serrana São José, do Jaspe de “carapuça”, também.
Das ladeiras íngremes, dos amigos, da saudade desse povo acolhedor, então nem se fala.
Da paz (?), bem isso nem tanto, mas também é “vero” que tudo aqui respira paz, apesar de...
Das montanhas azuladas que circundam nossa cidade...
Já se falou dos Pontões, guardiões silenciosos, que de longe, protegem o nosso pequenino mundo...
De São José, sentado às margens dos caminhos conduzindo em segurança por essas estradas sinuosas e seus despenhadeiros, também, também, também...
Mas, e da praça?
Essa sempre deu o que falar: grande demais, florida demais, bonita demais...
E agora, o que falar?
Eis que numa manhã gelada de sábado (dia em que comumente se dorme até mais tarde, por ser véspera de domingo, em que se dorme o dia todo) acordo cedo, pois estava na expectativa do que nos aguardava esse sábado, 22.05.2010.
Chego à varandinha da frente da “casa da praça”, levo um “baita” susto, a praça fervilhando de trabalhadores de uniformes de cores berrantes: laranja, vermelho, azul forte.
Trator, caminhão, caçamba, caminhonete, carro baixo...
Silêncio, Sim, trabalhando em silêncio, coisa impressionante.
Sem dar conversa a ninguém
Muitos expectadores.
Aí meus olhos vislumbraram (sim vislumbraram, a cerração ainda estava baixa) um banco roxo, como por encanto foram surgindo os amarelos, azuis, vermelhos, mais roxos...
E eu atordoada.
Descarregaram mudas, arrancaram algumas já plantadas.
Outros podando grama, plantando grama...
E por aí vai.
Avivam as cores dos quiosques, pintam o meio fio dos canteiros.
E olha que nem sujaram a rua.
Trabalho em equipe mais que perfeito.
Termina o sábado. Tão silenciosamente chegaram como se recolheram.
Porta da Igreja Matriz apinhada de curiosos.
Enfim, cai a noite.
Adormeço lá para as tantas mas logo cedo volto à varanda e tudo está a mil.
Rapidamente dão por encerrado.
Chega o carro pipa lavando as ruas.
Tudo na mais perfeita ordem.
Eles se foram.
O colorido ficou.
Sabe como é, para uns ficou como jardim de infância, para outros, bom demais.
De minha parte achei diferente, bonito.
E também que bom, estávamos mesmos precisando modernizar, pôr cor na nossa vida.
Para meus olhos cansados, o roxo, amarelo, vermelho, azul, realçaram mais que o cinza tristonho, apesar de sóbrio.
Calçado estava precisando de um colorido alegre para ajudar a levar a vida.
Vamos aguardar as flores da primavera, quando “Setembro vier”.
Deixa passar o cinza tristonho do inverno. Tudo passa, não é verdade?
Parabéns ao nosso Prefeito e demais mentores do projeto.
Essa foi uma guinada e tanto, que venham outras.
Estamos aqui para aplaudir.
É só fazer por merecer.
Verconda
Espadarote Bulus