Interessante,hoje eu estava pensando no quanto somos pequenos.
Nossoshorizontes não passam nem da ponta do nosso nariz.
Não conhecemosnada.
Somoslimitados.
Veja o caso danossa pequena São José do Calçado.
Aposto que,como eu, você não conhece nem todo o seu perímetro urbano, suas ruelas, becos,cantos de rua...
Até já ouviufalar mas ir até lá, palmilhar a rua de chão batido, cumprimentar seusmoradores, pegar em suas mãos, ah! Essa é que não!
E os Templosde diversos credos?
Só os maisantigos...
Os bancos dapraça, você já se sentou em todos eles, numa fresca tarde de primavera?
Não éengraçado?
Você chega daporta da Igreja Matriz e olha as montanhas azuladas que circundam nossa cidade.Você já fez isso?
Elas estãologo ali, tão perto e você nem sequer olha para elas com atenção, comadmiração.
Não pensou noar puro, na brisa mansa que beija a terra daquelas alturas, não é verdade?
Por acaso,nunca passou pela sua cabeça ir até lá e olhar a nossa cidadezinha?
Ah! Eu até jásonhei com isso, mas achei tão longe...
Pois é, se alié longe imagina além daquelas montanhas.
E os nossosdistritos?
As casinhasbrancas da vila agrícola do Palmital, a igrejinha no alto da colina.
Como é linda avila de Airituba!
A padroeira NªSrª da Penha é muito festejada no mês de Agosto.
E o nosso AltoCalçado, o tradicional São Benedito?
Pacata, comseus moradores sentados na calçada para um dedo de prosa.
Sem pressa.
O sol chegaindolente, vindo lá das bandas dos Pontões.
Um friozinhocomo só naquele recanto serrano tem.
Gentetrabalhadeira, café, gado..
Saudades daSuissa, do João Meroveu.
Estão lánaquele minúsculo Campo Santo, meio inclinado, como não poderia deixar de ser,pois tudo lá é mais para montanhoso.
Para vocêchegar a São Benedito, você vai serra acima por uma estrada de chão, bemcomplicada em épocas de chuva.
E a escola?
Modelo ?Parabéns! Estudantes bonitos, saudáveis,que chegam da zona rural,com sede do saber.
Chegamos agoraao Jacá (Jacá nome do cesto para conduzir cargas no lombo de animais), mas onome desse Distrito é até muito bonito: ?Patrimônio do Divino?, cujo templocatólico se destaca no ponto central da pequena vila.
Como é a vilamais próxima da sede, o movimento, de ir e vir, é grande.
Todos osdistritos têm participantes ativos na política de nosso município, com dignosrepresentantes.
E para nãocometer injustiça, melhor não citar nomes.
Mas o certo éque aqui tem o que se ver.
O CampestreClube, muito gostoso para se passar as manhãs ensolaradas ou as tardes quentesde verão.
Tem o barzinhodo Macuco, ali no Ribeiro, onde se come um delicioso torresmo, um peixe fritocom uma geladinha.
Ponto deencontro de amigos.
Váriasconstruções modernas nos novos bairros da cidade.
Calçadocresceu, mas preserva suas raízes.
Aqui,desafiando o tempo, o prédio da tradicional Casa Daud, a Farmácia do Chico Vieira, a antiga sede doBanco de Calçado, a venda do Zuzu, a casa dos Sampaio Peres, a do Sr. Honórinho.
O Colégio deCalçado, o Grupo Escolar ?Manoel Franco?, o Cine São José (desativado).
A casa doquerido Dr. Aristides, a despertar saudades.
A do Sr.Moacir Garcia.
Do Nonô.
A antigapensão da ladeira, etc, etc...
O nosso pequenorio Calçado em cuja ponte o escritor Pedro Teixeira ficou a cismar e suaslembranças vindo à tona, olhando suas águas tristonhas indo mundo a foralevando suas saudades.
E se vocêtiver olhos para ver vai até se encantar e se sentir um BROINHA saudoso eorgulhoso de sua terra natal, pois ?quem não ama o berço pátrio não merece aTerra em que nasceu?
E a minhaamada ?Fazenda Velha??
E o seusaudoso ?Jaspe?, hein Elias Abreu?
Sem maispalavras.
Verconda
Espadarote Bulus