Bilhetes



BILHETES

Guido e maria a liciesta lavoura que foi minha preciza leva otra capina qui despois qui adubo ela fico muito bunita e o guine com chuva pega tudo ci voceis quize eu pego ela de inpreitada boto o randapi porminha conta limpo a lavoura e azistrada veci não dexa vira ma seganão porque despois fica muito difici e pego o pasto da será tambei pru veita in conto eu esto com coragi de pega e esto precizando pega uma inpreitada maió e o ciginte o pastp da sera minda 5 galau de tordo 100 litro de olio dinzo 2 litro de leite por dia 2 latão de 20 litro e uma mula de sa ariada com areio deus min agudando e min dando bom tempo eu ti intrego tudo inté no dia 30 de abriu você penca ai e minda aresposta ate sigundafeira pego ainpreitada da lavora in cruida com pasto 2 mil reals civoce não interesa não preciza da resposta niuma ta
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UM GRANDE PORRE NARRADO EM CORDEL

Quando trabalhei no Banco do Brasil em Bom Jesus, existia um grupo de colegas, comandados por mim e pelo Guth que, semanalmente, “elegíamos” uma casa de colega para visitarmos, ocasião na qual, tocávamos violão, cantávamos e, principalmente, bebíamos muita cerveja, acompanhada de fartos tira gosto.Até o Septimo Valim nos recebeu em sua casa em Calçado. Numa dessas incursões, estávamos na casa do Adilson Tucano, quando aconteceu quase de tudo em termos de papel miserável, o que era nosso forte. Nosso colega Guth, bom poeta, fez o relato em cordel, que a mim foi dedicado em 22.04.1984. Devido à quantidade de estrofes, vou publicar aos poucos. Vamos lá!


-Coisas que nos acontecem e um registro merecem
E passam para a história, vou contar em primeira mão
Essa baita confusão de uma ação perfunctória.

Convidados nós, que fomos, por sermos amigos dos donos
Chegamos sem alarido, eu, mulher e crianças
Já outros entregando lembranças e lá encontramos o Guido

Na casa não tinha menina, Adilson, dois filhos, Marina
Vieram nos receber
O menor, pequeno bardo, aniversariante Leonardo
Com muitos anos pra viver.

Refrigerantes, doces, salgados e nós, um pouco cansados,
Na cerveja logo entramos, tinha muito cachorro quente
Pra servir pra toda gente logo isso nós notamos.

O tempo passava breve, falamos de política e greve
Pensando nas prosas certas, houve até um lindo momento
De sonho, de firme alento, que lembramos das “diretas”.

Vínhamos de um futebol, muito quente, com muito sol
E com muita bola na rede, quase mesmo nem comemos
Cerveja demais bebemos, tamanha a nossa sede.

Lá pelas tantas já no ponto, o Guido bastante tonto,
Resolveu fazer horrores, já demais embriagado
Andava de lado em lado, dando cerveja às flores.

Até plantas que flores não davam, de repente sem embriagavam,
E nada podiam fazer, pois o moço já muito louco,
Não pensava nem um pouco, era a noite do prazer.

Até a próxima ...

 


Guido Rezende
guidorezende@hotmail.com



 

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