Planta vinda do agreste, estava ali um cipreste
O orgulho de Marina, chorando aos céus reclamava
Pois hortência nela jogava, todo teor de urina
Isto é casa de família, não fale assim
buganvília
Não use tanta besteira.
Com o riso escancarado, gosava de amor-agarrado
Porque era trepadeira
A coisa ficava séria, depois de tanta pilhéria
Dificultando o trabalho
Tontinha, porca miséria!
A pobrezinha da camélia, voltou a cair do galho.
Com tantos papéis miseráveis
Tantos gestos intoleráveis, da ressaca veio a mágoa
Plantas e flores errantes, pediam a todos instantes
Por favor, um copo d’água.
Guido, já meio sem graça, depois de tanta cachaça
Nem olhava mais pra mim, já saindo pro quintal
Não sei se passando mal, abraçava um manequim.
Sem despedir ganhou a rua, ainda clara com luz da lua
Acompanhado por sua menina, nem sabe como voltou
Mas em casa ele entrou, carregado por Eulina.
Um fato já d’outro dia, registro também
merecia
Pelo seu grande valor.
Foi preso fazendo escândalo, chamado de bêbado e
vândalo
Um inocente beija-flor.
Coisas feias aconteceram
Plantas e flores nem perceberam essa vergonha tamanha
Passados alguns momentos. Os anfitriões ficaram atentos
E acabaram com a façanha.
E lembrando um grande poeta, que fala como um prfeta
Diria disso afinal:
“O amor-perfeito traindo
A sempre-viva morrendo
A rosa cheirando mal”.
The end - Guido Rezende
Guido
Rezende
guidorezende@hotmail.com
