|

Honra
ao mérito
Que
Calçado foi celeiro de grandes homens todos sabemos e,
disto nos orgulhamos.
Tive a honra de conhecer bem um desses.
Sou-lhe eternamente grato,vez que quando mais necessitava, acolheu-me
como um de seus auxiliares.
Mas minha gratidão maior não reside
neste fato, arranjar-me um trabalho digno e honesto.
Completou esse ilustre calçadense os
ensinamentos de meus pais e demais familiares, forjou-me um homem.
Seus ensinamentos vieram-me atravéz de seus atos, do senso
de sua responsabilidade, honestidade e do trabalho incansável
em prol deste estado.
Eu o conheci quando presidente da Campanha Nacional
das Escolas da Comunidade, onde, a preocupação e
o trabalho incansável era levar escolas aos mais distantes
rincões onde o poder estatal não conseguia alcançar.
Foi professor, procurador do estado, deputado estadual
e federal, secretário de estado, funções
que exerceu com honradez e brilho próprio, deixando sua
indelével marca registrada.
Governador deste estado no período de 1967
a 1972, revolucionou com sua obra arrojada, sua capacidade de
trabalho, sua inteligência, sua competência, e de
tal forma se ouve que sagrou-se como o mais brilhante e competente
que o estado já conheceu até o momento, em que pese,
a ruína total com a qual se deparou ao assumir o governo
do estado que então só conhecia a monocultura do
café, em absoluta crise.
Arregaçou as mangas e orquestrou sua equipe de tal forma
que, ao final de seu período governamental, entregou a
seu sucessor um estado promissor, pronto para conhecer o progresso
que todos almejamos.
Segurança pública, saúde, escolas, estradas,
incentivos fiscais, enfim, de nada se esqueceu no seu sacrifício
de dezeseis a dezoito horas diárias esse incansável
broinha.
Christiano Dias Lopes Filho conquistou amigos
e, também adversários vorazes, não porque
não soubesse honrar as funções que exerceu,
não por barganhas politiqueiras, não por negócios
escusos mas, isto sim, por ter tido a coragem de dizer não,
por contestar, por contrariar os interesses pessoais e mesquinhos
de muitos para os quais as causas pública e social eram
as que menos lhes interessavam.
Obrigado Christiano, Deus sabe o quanto lhe
sou grato, eu aprendi com você até mesmo naqueles
dias ruins, quando eu, então moleque de recados, ganhei
"puxões de orelha" por um dever não cumprido.
A medalha de mérito é sua e esta ninguém
jamais tirará.
Fernando
Castro

|