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CONTO DO FÁBIO FONTE BOA
Por
volta de 1985, eu, Elias Almeida (o Téia do João
Almeida), Fábio Fonte Boa (o Fabinho do Sr. Jairo), seu
Irmão Gilberto Fonte Boa, Pedro Sérgio (filho do
Toninho Guedes), Pedro Antônio (do Geraldo da Zuza), Max
do Nazareno Fonte Boa, Leonardo (neto do Prof. Aderbal) Sander
Heringer e seu irmão Dionézio, fizemos um churrasco
na Fazenda Boa Esperança, situada no Distrito do Divino
do Espírito Santo ou "Jacá City".
Seria uma festa rotineira naquela maravilha de lugar, não
fosse a quantidade etílica ingerida pela sedenta turma.
Foram 40 Litros de vinho não italiano para nove pessoas.
Pode-se imaginar o desfecho desta
história. O Leonardo tentou suicídio, sorte que
seu canivete velho não cortava nem bananas. Eu tive que
tomar glicose no hospital São José e até
hoje não suporto vinho.
Mas o protagonista principal do espetáculo foi o Fabinho
que tinha o costume de dormir com sua avó, Dona Filhota,
pois, apesar de sempre chegar em casa ao amanhecer, era sua única
companhia. Depois de uns 25 min de chegada na casa de sua avó,
ouviram-se gritos de socorro, oriundos da casa de Dona Filhota.
Seus pais, Sr. Jairo e Dona Nazarena, que moravam logo acima,
saíram em disparada na direção da cortina
de fumaça que vinha da cozinha de Dona Filhota. Após
alguns minutos de euforia, o Sr. Jairo conseguiu apagar as chamas
de metro e meio de altura que vinham da cozinha, encontrou o Fabinho
dormindo sentado num banco, próximo ao fogão. Logo
após apagar as labaredas, acordaram o Fábio que,
meio assustado, perguntou para seus pais: - o que é ? Será
que não posso fazer um "mexido" para "forrar"
o estômago ? A resposta do
Sr. Jairo foi serena: - Claro que sim meu filho, mas da próxima
vez vê se não faça isso com uma vasilha de
plástico!
QUE
FERRO HEIM FÁBIO!
Itaperuna/RJ,
em 22/10/2003
ELIAS
JOSE DE ALMEIDA
elias.almeida@caixa.gov.br

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