FUTEBOL BRASILEIRO: HOJE UMA UTOPIA

Addison Viana
Addison@broinha.com.br


Foi-se a época em que podíamos considerar o futebol brasileiro como um verdadeiro “show de bola”, quando as pessoas iam para as arquibancadas do estádio para assistirem a uma partida sem violência, sem compras de resultados e até mesmo, sem jogador traindo sua própria seleção.

Infelizmente, o futebol brasileiro está longe de ser uma realidade, um esporte onde a platéia vibra com as garras dos jogadores que correm pelo gramado suando a camisa para defender o seu time. Já não existe mais o gostinho pela vitória do campeonato, agora, os protagonistas desses shows só querem sentir o sabor do dólar ou real. O futebol brasileiro de hoje, não passa de uma utopia.

É impossível esquecer o péssimo desempenho daquele que se diz “fenômeno” na copa de 98, na final contra a França. Aquele jogo que fez milhares de brasileiros desanimarem com o futebol, o jogador Ronaldinho, preso ao contrato da nike, entregou de bandeja a taça do mundo aos franceses. Certamente o valor que constava em seu contrato, valeria para ele muito mais ao valor de ser ver nos rostos dos brasileiros a alegria de um pentacampeonato já naquela copa. Lamentável!

Como se já não bastasse a decepção da copa de 98, para o Brasil, que tem o jogador com o título de majestade do futebol, é formado no ano passado, um esquema de compra de juízes por apostadores clandestinos, que pagavam os árbitros para que forjassem um resultado que favorecesse ao apostador. Dezenas de jogos já concluídos foram cancelados na época devido a essa máfia do apito. Mais uma vez, lamentável!

Cenas que vimos como a de ontem, no estádio do Pacaembu, no jogo de Corinthians contra River Plate, já não nos surpreende mais. Após a virada do River por cima do Corinthians, torcedores revoltados quebraram alambrados para invadirem o campo com intenção de fazer sabe-se lá o que. Como o futebol brasileiro atualmente anda sem credibilidade, há de se desconfiar de mais um esquema sujo. Hoje, os torcedores brasileiros não sabem quando um jogo está sendo jogado com raça e garra, ou então, com segundos interesses, e com essa cruel dúvida, o resultado que se tem é da arquibancada em confronto com os policiais, a violência no estádio que pedia “Paz no futebol” na porta principal do teatro. Pela terceira vez, lamentável!

Estamos em ano de copa do mundo. A festa já não é mais a mesma de duas copas atrás, o brilho do sorriso verdade e amarelo está se desbotando nos rostos brasileiros. Resta aos jogadores da seleção canarinho, que nunca se envolveram em nenhum tipo de “mutreta”, lutar, correr, suar a camisa e fazer o gol, não o gol da copa, e sim o gol do regaste da confiança do futebol da bandeira pentacampeã, que quem sabe, daqui alguns anos não será mais uma utopia, e sim um sonho realizado de um verdadeiro “show de bola”.


 

 



 

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