| *José
Pedro de Assis
jpedro.assis@ig.com.br
Em discurso proferido na sessão
plenária do Senado Federal, nesta 6ª feira, dia
17 de junho, sob a direção da senadora Heloisa
Helena, o senador Arthur Virgílio falou do "imobilismo"
do presidente Lula, diante da grave crise que se abateu sobre
o governo. Lembrou o senador que a crise se originou unicamente
no seio do governo, uma vez, que o cenário externo
vinha se mostrando favorável à política
externa brasileira. A sociedade
também estava se desenrolando dentro da normalidade
política, sem nenhum fato que desestabilizasse a ordem
social. As instituições políticas se
encontravam dentro da mais tranqüila ordem, funcionando
de modo a aprofundar o processo político brasileiro.
Face ao exposto o senador reafirma o entendimento de que o
caos que se instalou no governo Lula é de única
e exclusiva responsabilidade o próprio governo. O senador
estranhou o "imobilismo" do presidente Lula, pelo
fato de que não demonstrou a sua costumeira irritação,
em seus pronunciamentos, no tocante às denúncias
que atingiram o governo nestes últimos dias. Para o
senador à saída de José Dirceu aparenta
não apenas uma simples troca de ministro, mas a retirada
de cena de um presidente renunciante. Em nenhum momento o
presidente Lula esboçou qualquer reação.
Para o senador Virgílio este fato demonstra a falta
de liderança e firmeza do presidente, na condução
da nação, não obstante ao ufanismo e
triunfalismo que vinha demonstrando ultimamente. Lembrou o
senador Virgílio que se o país tivesse adotado
o parlamentarismo, neste momento já havia sido demitido
o gabinete do primeiro ministro e eleições seriam
marcadas pelo presidente, para formar novo ministério
e enfrentar a crise. Essas medidas, segundo o senador, impedem
a camuflagem dos atos ilícitos que atingiram o governo
de forma tão
devassadora. Finalmente o senador Virgílio reclama
de Lula uma atitude firme, capaz de salvar a nação
do caos que se instalou no governo e "preservar a bela
biografia" que o presidente construiu, nos seus longos
anos de luta política em prol da moralidade político-adminstrativa
e da construção de uma democracia plena no Brasil.
São Gonçalo, 17 de junho de 2005.
*Historiador e Cientista Político, Autor do livro
Educação, Autoritarismo e Cristianismo
Brasileiro. Rio de Janeiro: 2005. Gráfica e Editora
Filgueiras, Titular da cadeira 24 do Instituto Histórico
e Geográfico de São Gonçalo, RJ.

|