Gilberto
Vieira de Rezende
calcadense@bol.com.br

Recentemente
travei uma discussão com o vereador Vinícius Pimentel
onde, após algumas considerações, propus
ao aludido vereador que fizesse gestão junto ao prefeito
municipal para reformar o matadouro municipal.
Diante
da resposta do eminente vereador de que, ouvido do prefeito
municipal, havia uma promessa do Secretário de Estado
da Agricultura em construir um Matadouro Regional na cidade
de Bom Jesus do Norte, concluí que, por hora, estava
descartada a reformar do matadouro municipal.
Acho
a proposta de construção de um matadouro regional
muito boa, mas, por que razões seria este matadouro construído
em Bom Jesus do Norte? Quais cidades seriam englobadas nessa
regional? Qual a quantidade prevista de bois que seriam abatidos
por dia? Essas e outras perguntas se fazem necessárias
para uma melhor compreensão da proposta de construção
desse matadouro regional.
É
minha opinião, e que vale como uma proposta, que a construção
do matadouro regional poderia ser realizada pelo poder público,
inclusive a instalação dos equipamentos necessários
para seu funcionamento. Entretanto, a operacionalização
deveria ficar a cargo uma empresa especializada, que seria escolhida
através de licitação, mediante a análise
da proposta do menor preço cobrado por cabeça
de gado abatida. Talvez fosse até o caso de uma PPP (parceria
público-privada), onde o poder público construiria
e equiparia o matadouro e a empresa privada operacionalizaria
o empreendimento.
Independentemente
de se construir ou não um matadouro regional, é
de suma importância que o poder público municipal
de São José do Calçado olhe com mais responsabilidade
a situação em que se encontra o matadouro municipal
e, principalmente, as condições sanitárias
onde são abatidas as reses e a origem/procedência
dos animais.
Segundo
o diretor-geral do Instituto Mineiro de Agropecuária
–IMA, Altino Rodrigues Neto, em cerca de 10% (dez por
cento) das tomografias computadorizadas realizadas no Hospital
das Clínicas de Minas Gerais, foi detectada a ocorrência
de cistecircose bovina, um problema causado pelo consumo de
carnes de má qualidade. Ainda segundo Sr. Altino, “isso
é o resultado do abate feito de forma precária
em algumas cidades...”
O
acompanhamento, pelo poder público, de todas as fases
de funcionamento de um matadouro, é uma contribuição
à saúde e ao bem-estar das pessoas e uma forma
eficiente de melhorar a fiscalização e o controle
sanitário do gado, identificando sua origem/procedência.
A
construção e o funcionamento de um matadouro regional,
além de resolver um problema de saúde pública,
trará outros benefícios ao município escolhido
para sediá-lo, tais como: no período da construção
( incremento no comércio de material de construção
e utilização de mão-de-obra da cidade );
na operacionalização do matadouro ( contratação
de pessoal local ), sem falar na possibilidade de instalação
de outros negócios ( por exemplo: comércio de
couro, das vísceras, dos chifres, etc).
Portanto, se existe a possibilidade de construção
de um matadouro regional, vamos fazer campanha para que este
seja construído na nossa cidade. Vamos enviar e-mails
para nossos vereadores, para o prefeito municipal, para os deputados
estaduais e federais que receberam votação no
nosso município e até mesmo para aqueles que sentem
simpatia por Calçado.
A
hora da campanha é essa, o período é propício.
Temos que juntar a vontade política, a força do
voto e o querer do povo. Não adianta ficarmos batendo
na mesma tecla que o município é pobre, temos
que mostrar força de vontade para mudar a situação.
Um projeto executivo de um matadouro para abate de 20 animais/dia,
em uma área de, aproximadamente, 300,00m2 (trezentos
metros quadrados), custa em torno de uns R$ 3mil a R$4 mil reais.
Acredito que uma campanha da ONG Amigos possa levantar esse
valor para elaborar o projeto. A bola está na marca do
pênalti, quem se propõe a inscrever seu nome na
lista dos batedores? Eu já estou na lista...
