Domingos Fernando Ribeiro de Rezende
fernandosalglobo@terra.com.br

Somos
todos culpados pelo caos! O País inteiro, salvo honrosas
exceções da qual realmente não me incluo,
carrega no peito um sentimento mesquinho – levar vantagem
em tudo. Com este fim nos apegamos nas mais tolas desculpas
para infringir leis e burlar a ética. Passamos por cima
de tudo e de todos, para tanto inventamos mentiras em propulsão,
fazendo valer nossas vontades escusas e egoísta convicção.
Furamos filas nos bancos, nos cinemas, em teatros, nos shows,
e até na hora da sagrada comunhão dominical. Pagamos
propina para nos livrar de multas, mesmo que cuja infração
tenha causado graves acidentes e gerado prejuízo, transtorno
e dor para terceiros. Ultrapassamos sinal vermelho, estacionamos
em local proibido, tomamos vaga de outros que estão na
preferência, enfim, cometemos desatinos e faltas gravíssima,
tanto como cidadão, como ser humano, pelo simples prazer
de ser o mais esperto.
Reclamamos dos políticos em geral, no entanto, somos
nós mesmos é que o elegemos. Votamos muito mal,
aliás, raramente somos conscientes na hora do voto, não
sabemos separar o joio do trigo, pois nosso egoísmo fala
mais alto. Raramente pensamos no coletivo em detrimento ao pessoal.
Este egoísmo atroz faz com que elegemos gente sem nenhuma
qualificação para nos representar – de Vereador
a Presidente da Republica.
Quinhentos anos foi pouco para aprendermos que, se cada um fizer
a sua parte o dito país do futuro, realmente vai acontecer.
Temos que começar a mudar agora, hoje, já. Deixemos
de colocar a culpa nos outros, colocando sim, a mão na
consciência e a partir de então, não só
pregar o bem, mas também o faze-lo, sem esperar nada
em troca. Vamos semear atos que realmente visa beneficiar a
todos, sem distinção étnica e social. Ensine
seu filho com verdades, imponha os limites, não o apoie
quando comete atos que prejudique terceiros. Eduque-o com atos
e atitude cristã, mostre o caminho que todos devemos
passar e finalmente não lhe mostre atalhos que vai colaborar
com a má formação do seu caráter.
Cobre dos governantes lisura com a Cidade, o Estado e o País.
Quem sabe se nós mudarmos nosso jeito de agir a corrupção
não diminua, os impostos não abaixem, e que assim
os governantes terão mais recursos para investir na qualidade
de vida de todos. Agindo com honestidade e competência
certamente vão sobrar recursos para saúde, educação,
segurança. Esta abundância vai gerar empregos,
renda e consequentemente menor desigualdade social.
O que estamos esperando! Vamos acionar o “desconfiômetro”
e mudar de verdade o nosso pensamento mesquinho. “Farinha
pouca, primeiro no meu pirão”. Estes dizeres e
muitos outros egoístas, não mais poderão
fazer parte do nosso dicionário. Vamos lutar e desarmar
nosso espírito. Amar o próximo como a si mesmo
é difícil, porem, vamos tentar! Esta na hora de
repartir o bolo a todos os cidadãos. Chega de beneficiar
a meia dúzia. Vamos unir nossos esforços na colheita
farta da prosperidade e dividir com honestidade as alegrias
e riquezas que serão geradas. Vamos mudar o Brasil...
E só conseguiremos se primeiramente nós mudarmos
nosso jeito de pensar e agir.
