Mentir
é uma atitude que fere a ética e compromete
relações, gerando brigas homéricas intermináveis.
No entanto a virtude da verdade esta em desuso nas relações
humanas.
Seja
na política, no judiciário, no executivo, em
fim na sociedade como um todo.
Na
hora da conquista do emprego, por exemplo, quando o entrevistado
apresenta-se diante do dito profissional de recursos humanos,
já fragilizado pela posição em que se
encontra, recebe duchas de água, manchando e diminuindo
seu currículo. Grandes recrutadores de pessoal expõem
com freqüência na mídia, manual que o candidato
a emprego deva seguir. Mero jogo de palavras, onde a mentira
geralmente é o caminho único para lograr êxito.
Políticos
dos mais altos escalões, sem distinções
partidárias, financiadas pelas “bondosas empreiteiras”,
pelo dinheiro igualmente sujo dos jogos de azar e por narcotraficantes
são apanhados com a boca na botija, e na maior cara
de pau mentem. Fabricam notas frias, compram testemunhas e
são absolvidos pelos colegas corporativistas. Pior,
o povo cego e analfabeto, também os absolve dando a
estes novos mandatos, mentindo para si mesmo.
Os
empresários manipulam resultados do balanço
fiscal, sonegam impostos, jogam no mercado produtos de baixa
qualidade, roubam no peso e posam nas colunas sociais como
grandes personalidades.
Grandes
empresas corrompem autoridades e a sociedade, poluem o meio
ambiente, destroem matas, montanhas, secam ou emporcalham
os rios. Porem, planta meias dúzias de mudas de arvores
nativas, financiam uma parte ínfima da cultura, reformam
praças e logradouros, atitudes rasteiras e cínicas
para encobrir todos seus descalabros. E mais, compram a opinião
pública com altas somas de investimento na mídia,
e como reconhecimento para tanto mal que fizeram, recebem
prêmios e comendas por deslavadas mentiras.
Mentir
e dissimular são lições que aprendemos
diariamente pela televisão, nos jornais, na internet.
A velocidade das informações invade nossa caixa
postal sem nenhum escrúpulo. Transformando a verdade
numa vergonha nacional.