Júnior Almeida
Como cliente do Banestes que
sou e morador do Bairro de Jardim Camburi, aqui em Vitória,
não poderia deixar de relatar um episódio que
considero um absurdo.
Dia 09/10/2007, com um boleto de cobrança para pagar,
dirigi-me a uma unidade chamada “Banestes mais fácil”
em Jardim Camburi, para efetuar o pagamento.
Ao chegar no local, às
15:34h, fui cientificado de que o funcionamento naquela unidade
era somente até as 15hs e 30min. Procurei, portanto,
a agência do Banestes mais próxima, chegando lá
às 15:40h.
Fiquei assustado de tão
cheia que estava. Postei-me ao final da fila, e lá fiquei
aguardando minha vez, na certeza de que nem tão cedo
sairia dali, quando, para minha surpresa, algumas pessoas que
estavam à frente, começaram a falar alto, reclamar
e gesticular. Eram aproximadamente 15:50h. Fiquei curioso para
saber o que acontecia, já que o descontentamento estava
generalizando.
Observando o ocorrido, verifiquei que o funcionário que
atendia a fila de atendimento prioritário (para idosos,
portadores de necessidades especiais e gestantes, com ou sem
crianças no colo) que era enorme, TINHA ENCERRADO O ATENDIMENTO,
e a “revolta” das pessoas da fila era de que todos
que lá estavam, indistintamente, seriam remanejados para
a frente da fila normal, o que é até compreensível,
afinal, pessoas com estes perfis gozam desse privilégio
de preferência. O que não é compreensível,
e ao mesmo tempo revoltante, é um Banco que se diz o
“6º no Brasil em rentabilidade”, o Banco do
Estado, “que está sempre perto de todos”,
o “Banco da nossa terra”, etc. atender os seus clientes
daquela forma. Apenas três caixas para suprir a demanda
de uma multidão. Não bastasse isso, um deles,
paralisa o atendimento com pessoas ainda na sua fila.
Toda aquela multidão
passou a ser atendida por apenas dois caixas, que pela aparência,
já pareciam esgotados com tanto trabalho. Mais grave
ainda foi não aparecer alguém do banco, fosse
o Gerente, um funcionário, um segurança, para
“resolver o problema”, pois alguns clientes que
estavam mais exaltados não aceitavam que as pessoas da
outra fila “passassem na sua frente”, causando verdadeiro
tumulto.
Presenciei diversas pessoas
indo até as mesas de atendimento solicitando uma providência,
principalmente os idosos que estavam em suas filas, e nada!!!
Não fosse o bom senso de alguns o problema poderia ter
causado resultados mais graves, culminando até em brigas.
Consegui sair da Agência exatamente às 16:50h.
Exatamente uma hora e dez minutos em pé na fila, isso
depois de um longo dia de trabalho.
Será que é desta
forma que o Banco consegue uma rentabilidade de destaque? Principalmente
a custo do suor de seus funcionários e de clientes mal
atendidos? O que faço? Procuro outro banco para movimentar
minha conta? Será que o atendimento dos demais bancos
também são assim? Ah, acredito que sim!!!
“Pobre” consumidor e principalmente cidadão.
Quando é que terão seus direitos respeitados?
Pelo que sei, hoje já existe “LEI” que determina
um tempo máximo para que um cliente fique em fila de
Banco e seja atendido. Mas seu cumprimento, baseado em fatos
como este, é ignorado. Será que o Vereador, ou
Deputado, ou Senador que aprova uma Lei dessas fica em fila
de banco? Com certeza não. Algumas Leis aprovadas servem
prá que?
