EMPRESÁRIO OU EMPREENDEDOR?


Domingos Fernando Ribeiro de Rezende
fernandosalglobo@terra.com.br

Seguir uma linha empresarial, agindo com lisura baseado num projeto bem elaborado e erguer a empresa passo a passo em alicerce sólido, ou percorrer um caminho de oportunidades e desvios, são encruzilhadas que pequenos médios e grandes investidores se deparam diariamente.

O consenso ensina que o objetivo maior de todo empresário, independente do seu tamanho e grau de ousadia nos investimentos é sempre o mesmo: Acumular riquezas.

Muitos empreendedores enriquecem, no entanto seu reconhecimento junto à sociedade, como empresário fica aquém de suas expectativas. No entanto, esta frustração obviamente nao o abate e nem o oprime, para este o espelho lhe basta.

Existe uma diferença fundamental entre empresários e empreendedores. O empresário pode ao mesmo tempo ser um empreendedor, e o é, no entanto um empreendedor na acepção da palavra jamais será um grande empresário. Haja vista que seu impulso o leva pelo caminho da aventura e de oportunidades fortuitas, atropelando a ética e a moral, e não se dando conta da responsabilidade social, que a comunidade espera de uma Empresa moderna e solidária.

O empresário é aquele investidor comprometido primeiramente com o País, pagando corretamente tributos, gerando empregos, não agredindo o meio ambiente e produzindo dentro das normas técnicas, e acima de tudo com qualidade comprovada e preços justos.

Estes são alguns dos diferenciais de um grande empresário para um empreendedor.

E mais, os procedimentos politicamente correto da empresa demonstra o grau de profissionalismo e comprometimento com o crescimento dos colaboradores e consequentemente de toda a sociedade envolvida – população, colaboradores, fornecedores e clientes.

Reconhece-se um grande empresário, analisando suas atitudes coerentes e firmes no cotidiano gerencial da Empresa. O profissionalismo precisa ficar claro nas relações entre as pessoas envolvidas, ou seja: Deve existir de fato um ambiente onde os colaboradores sejam à base de sustentação da Empresa. E para que haja comprometimento é preciso irrigar diariamente esta relação profissional, tanto na cobrança por resultados, como no reconhecimento aos bons serviços prestados pelos colaboradores.

Reconhecer significa dar suporte técnico, cursos profissionalizantes, plano de cargos e salários, incentivo aos estudos, e mais, fazer com que o profissional envolvido tenha a clara visão, que se trabalhar com correção, responsabilidade e competência a ascensão é mera questão de tempo. Portanto para que o elo se complete tem que haver oportunidades claras a todos, sem distinção de cor, raça, política, religião, etc.

Já o Empreendedor, geralmente é aquele cidadão que só olha pro próprio umbigo, tipo: “Pouca farinha, meu pirão primeiro”. São pessoas doentes e obcecadas por dinheiro, dessas incapazes de realizar atos de grandeza, como dividir parte dos lucros com a sociedade, ou até mesmo proporcionar melhorias nas condições de trabalho da equipe, ou de pequenos atos de nobreza, como: Um bom dia, um obrigado, um, por favor – gestos de educação.

Na verdade o empreendedor usa com firmeza a mão de obra, no entanto não respeita e nem reconhece esta força como seres humanos, e como tal merecedor de reconhecimento, remuneração justa e o direito de sonhar e de crescer.

No DNA do empreendedor tirano, o bem estar, a satisfação e ascensão das pessoas a seu redor, não lhes diz respeito e este, muito menos se convence destes valores. Para eles, colaboradores é um estorvo, meras peças a serem usadas, e quando não mais servir, será colocado num canto onde a poeira e o ostracismo a destruirá.

 

 



 

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