Seguir
uma linha empresarial, agindo com lisura baseado num projeto
bem elaborado e erguer a empresa passo a passo em alicerce
sólido, ou percorrer um caminho de oportunidades e
desvios, são encruzilhadas que pequenos médios
e grandes investidores se deparam diariamente.
O consenso ensina que o objetivo maior de todo empresário,
independente do seu tamanho e grau de ousadia nos investimentos
é sempre o mesmo: Acumular riquezas.
Muitos
empreendedores enriquecem, no entanto seu reconhecimento junto
à sociedade, como empresário fica aquém
de suas expectativas. No entanto, esta frustração
obviamente nao o abate e nem o oprime, para este o espelho
lhe basta.
Existe
uma diferença fundamental entre empresários
e empreendedores. O empresário pode ao mesmo tempo
ser um empreendedor, e o é, no entanto um empreendedor
na acepção da palavra jamais será um
grande empresário. Haja vista que seu impulso o leva
pelo caminho da aventura e de oportunidades fortuitas, atropelando
a ética e a moral, e não se dando conta da responsabilidade
social, que a comunidade espera de uma Empresa moderna e solidária.
O
empresário é aquele investidor comprometido
primeiramente com o País, pagando corretamente tributos,
gerando empregos, não agredindo o meio ambiente e produzindo
dentro das normas técnicas, e acima de tudo com qualidade
comprovada e preços justos.
Estes
são alguns dos diferenciais de um grande empresário
para um empreendedor.
E
mais, os procedimentos politicamente correto da empresa demonstra
o grau de profissionalismo e comprometimento com o crescimento
dos colaboradores e consequentemente de toda a sociedade envolvida
– população, colaboradores, fornecedores
e clientes.
Reconhece-se
um grande empresário, analisando suas atitudes coerentes
e firmes no cotidiano gerencial da Empresa. O profissionalismo
precisa ficar claro nas relações entre as pessoas
envolvidas, ou seja: Deve existir de fato um ambiente onde
os colaboradores sejam à base de sustentação
da Empresa. E para que haja comprometimento é preciso
irrigar diariamente esta relação profissional,
tanto na cobrança por resultados, como no reconhecimento
aos bons serviços prestados pelos colaboradores.
Reconhecer
significa dar suporte técnico, cursos profissionalizantes,
plano de cargos e salários, incentivo aos estudos,
e mais, fazer com que o profissional envolvido tenha a clara
visão, que se trabalhar com correção,
responsabilidade e competência a ascensão é
mera questão de tempo. Portanto para que o elo se complete
tem que haver oportunidades claras a todos, sem distinção
de cor, raça, política, religião, etc.
Já
o Empreendedor, geralmente é aquele cidadão
que só olha pro próprio umbigo, tipo: “Pouca
farinha, meu pirão primeiro”. São pessoas
doentes e obcecadas por dinheiro, dessas incapazes de realizar
atos de grandeza, como dividir parte dos lucros com a sociedade,
ou até mesmo proporcionar melhorias nas condições
de trabalho da equipe, ou de pequenos atos de nobreza, como:
Um bom dia, um obrigado, um, por favor – gestos de educação.
Na
verdade o empreendedor usa com firmeza a mão de obra,
no entanto não respeita e nem reconhece esta força
como seres humanos, e como tal merecedor de reconhecimento,
remuneração justa e o direito de sonhar e de
crescer.
No
DNA do empreendedor tirano, o bem estar, a satisfação
e ascensão das pessoas a seu redor, não lhes
diz respeito e este, muito menos se convence destes valores.
Para eles, colaboradores é um estorvo, meras peças
a serem usadas, e quando não mais servir, será
colocado num canto onde a poeira e o ostracismo a destruirá.
