Márcio
Furtado
marciofurt@yahoo.com.br
Professor Simões,
um dos sócios do curso ADN, teve, na sua equipe grandes
professores, como o Dr. Enéias Ferreira Carneiro (“meu
nome é Enéias”). Trouxe, para Guaçuí,
sua experiência no preparo de alunos para o vestibular,
lecionando Física, Química e Biologia. Graças
à capacidade de transmitir conhecimentos a seus alunos,
muitos, sem mesmo freqüentarem cursinhos, foram aprovados
em Faculdades Federais no país. Durante todos esses anos,
também, lembrando seu início no magistério,
comenta que aos 18 anos, foi professor de figuras ilustres como
o Dr. Alemer Ferraz Moulan, Dr. Eder Alves Lima e muitos outros
e que nunca houve uma única palavra desabonadora à
sua conduta moral.
Foram
anos e anos de serviços prestados à comunidade
de Guaçuí. No ano passado, querendo lecionar e
ser útil mais uma vez à sua comunidade, fundou
o Curso Exponencial. Desde o início do Curso, teve de
enfrentar boatos e mais boatos difamatórios à
sua pessoa, atingindo também sua própria família.
Não esmorecendo, procurou prestar, ainda mais, seus serviços
a Guaçuí. Com o aval do Dr. Marcelo Pavesi, avaliou
a aprendizagem do ensino no município. As questões,
envolvendo gramática e matemática, provaram uma
triste realidade: Os alunos não sabem escrever, não
sabem tabuada e nem sequer efetuar as quatro operações
fundamentais. Simões, com este estudo, não visava
fazer crítica a quem quer que seja e, sim, buscava contribuir
para a melhoria da qualidade de ensino em sua terra.
Sugeriu
ao Dr. Marcelo Pavesi e à Drª. Danielle Freitas
um encontro com o Prefeito municipal, para que fossem adotadas,
pelos professores, duas medidas simples:
1ª – Nos primeiros cinco minutos das aulas de Português,
o professor daria um ditado, utilizando um dos alunos para a
execução desta tarefa para, em seguida, ser feita
a correção no quadro.
2ª – Nas aulas de matemática, nos cinco minutos
iniciais, seria cobrada a tabuada e revistas as quatro operações
fundamentais.
“Não
cabe a mim culpar os professores por essas falhas. Isso se deve
ao sistema de ensino que hoje existe no Brasil”.
Tendo
cursado o curso de Medicina na Faculdade de Ciências Médicas
do Rio de Janeiro (hoje UERG) e, usando de vários conhecimentos
adquiridos na época, passou a estudar, embora não
tivesse concluído o curso, as doenças diabetes
e hipertensão, males dos quais é portador. Ao
mesmo tempo em que procura ajudar na solução de
seus problemas de saúde, tem envidado esforços
no sentido de contribuir para a solução dos problemas
das pessoas de sua comunidade. Desta forma, ofereceu seus conhecimentos
nessa área, para o aconselhamento às pessoas que
sofrem dos mesmos males. Sugeriu ao Prefeito que fossem feitas
palestras envolvendo médicos e pessoas necessitadas de
esclarecimentos sobre essas doenças, como pequenas regras
que teve que aprender ao longo de sua vida.
Ainda,
interessado em sua cidade, pensou em disputar uma vaga para
a câmara municipal, não se julgando mais capaz
que os atuais ocupantes dessas cadeiras, mas apenas queria sentiu
vontade de ajudar esse povo tão necessitado como em muitos
lugares. Nem sequer o aceitaram para uma conversa entre os políticos
do município.
Querendo
expandir seu curso de Inglês, procurou o escritório
da Deputada Fátima Couzi e ofereceu ajuda política
a ela, bem como a todos aqueles que, apoiados por ela, fossem
se candidatar a uma vaga na assembléia legislativa ou
mesmo na câmara federal. Em troca, queria apenas algumas
bolsas de estudo para alunos carentes de Guaçuí.
Simões
nunca divulgou ter oito livros publicados nos Estados Unidos,
nos quais fala sobre cinema e cultura do povo americano, para
os americanos lerem. Poucas pessoas sabem disso. Simões
só mostrou esses livros a alguns amigos como o Marquinho
Mendonça, Valter Pirovani, Lessinha, Rachidi Cad e uns
outros mais.
Hoje,
em Guaçuí, como em quase todas as cidades do interior,
muitas pessoas procuram destruir o que é bom e que deveria
ser utilizado para o aprimoramento dos conhecimentos dessas
mesmas pessoas, bem como contribuir para a melhoria das condições
de vida da comunidade local. As pessoas (não são
todas) não procuram a paz; muito pelo contrário,
preferem fazer guerra. Quem não tem seus defeitos? Não
é apenas por um pequeno erro que todas as virtudes de
uma pessoa devam ficar esquecidas.
