Daniel
Batista Barreto
danielbbarreto@yahoo.com.br
Acabei
de ler que a ICAR pretende adiantar a beatificação
de Pio XII, com todo respeito que tenho a Instituição,
não da pra "engolir" esta notícia. Na
minha concepção a igreja sempre tentou apagar
o passado para melhor convencer os incautos da sua bondade.
Parece ter esquecido o zelo posto na perseguição
dos judeus com os reis católicos, zelo que se acentuou
sob o auge da Inquisição .
O anti-semitismo da ICAR atingiu o auge da demência com
Pio IX, que chamava cães aos judeus. Agora me vem esta
"agradável" notícia para reabilitar
Pio XII, outro anti-semita com provas dadas. Não vale
a pena falsear a história do Papa de Hitler. É
fácil perceber que bastava ter aconselhado os católicos
a não colaborarem com o nazismo para que o ditador não
tivesse êxito.
Naturalmente
Pio XII não era tímido e poderia ter falado com
clareza se assim desejasse. A carta do papa a Hitler, que foi
achada nos arquivos nazistas (escrita em 1939), era surpreendentemente
lisonjeira, considerando o fato da intenção de
Hitler de exterminar os judeus já ter sido revelada claramente,
e que a perseguição já havia começado.
Nos arquivos americanos foi encontrada uma carta de Pio XII
ao presidente Roosevelt, quando a fumaça dos judeus incinerados
pairava sobre a Europa, em que o papa argumenta contra a idéia
de se permitir a entrada dos judeus na "Palestina"
– em direta oposição a centenas de promessas
de Deus nas Escrituras, nas quais Ele afirma que trará
Israel de volta à terra que lhe deu.
Pelo contrário, Pio XII juntou-se a Hitler e ordenou
à igreja alemã que renunciasse à ação
social e política, que extinguisse os partidos políticos
católicos e silenciasse os seus próprios jornais.
Com certeza foi um grandew êxito na luta contra o judaísmo
internacional.
Nem
quando os judeus de Roma foram enviados para os campos de concentração
e extermínio ele ergueu a voz para denunciar o crime.
