Assisto
ora indignado ora assustado com o cinismo dos religiosos,
principalmente os novos evangélicos de milhares de
novíssimas igrejas espalhadas pelo Brasil, que se intitulam
seres acima do bem e do mal. Com posições fronteiriças
ao radicalismo e a intolerância, lugar propicio ao surgimento
de crimes, seguem o seu culto idolatrando um Deus intolerante,
que não existe.
Existem
sim, várias vertentes de evangélicos e religiosos.
Os mais perigosos são o que teoricamente tem alguma
cultura e certo poder de persuasão. Com artimanhas
absolutistas e enganadoras iludem os inocentes úteis,
tocando no seu ponto mais frágil: a ignorância
e o medo, fazendo destes mastros para bandeira da hipocrisia.
Pressionados
pelos falsos profetas, indefesos fieis pagam em espécie
a compra de parte do paraíso prometido nos mais variados
cultos. Pobre e fiel massa de manobra que sacrificam, seus
familiares no apertado orçamento domestico, repassando
religiosamente 10% do que ganham para “igreja”,
que utiliza esta verba em benefício e enriquecimento
dos “pastores e agregados espertos.”.
A
esses pobres de numerários e de espírito lhes
são subtraídos a alta estima, o suor e os sonhos,
em troca de um céu impossível, apesar de pagarem
um alto preço, ou seja: 10% do seu minguado salário.
Os
mais esclarecidos e igualmente tolos são lhes cobrado
os 10% de dízimo, no entanto estes espertamente dão
somente 10% do que lhe sobra do orçamento: Filhos em
colégio particular, plano de saúde, veraneio
em praias, bons restaurantes, carro top de linha, etc. Com
tantas necessidades prementes os 10% do que lhe sobra certamente
é de valor inferior ao que um pobre membro assalariado
desembolsa regularmente.
Esses
falsos profetas se escondem atrás da religião,
com intuito de enganar a sociedade, porém nos porões
diário cometem os maiores desatinos contra os semelhantes.
Existem ainda, aqueles que passam uma vida inteira cometendo
todo tipo de falcatruas e arbitrariedade, porem num estalo
se “converte”, não em busca de um Deus
justo e verdadeiro, e sim na busca de um bom casamento, um
bom emprego, ascensão política e social, etc.
Acredito
na fé dos inocentes e padece com sua dor, porem a sua
Igreja e seus membros ignoram. Falam da palavra, do livro
sagrado e são freqüentadores assíduos dos
trabalhos, no entanto tudo estritamente no campo teórico.
Não prática são incapazes de olhar no
olho do seu irmão, de lhe dirigir a palavra, ajudar
na hora da dor, muito nem bom dia consegue dizer. Que Deus
e este que classifica e tem preconceito. Deus é um
só, em qualquer religião, língua, cultura.
Como dizia Tio Mane (Manoel Antero Ferreira): Deus é
bondade e o Diabo é ruindade. Fecho com ele.