QUE DEUS É ESTE?


Domingos Fernando Ribeiro de Rezende
fernandosalglobo@terra.com.br

Assisto ora indignado ora assustado com o cinismo dos religiosos, principalmente os novos evangélicos de milhares de novíssimas igrejas espalhadas pelo Brasil, que se intitulam seres acima do bem e do mal. Com posições fronteiriças ao radicalismo e a intolerância, lugar propicio ao surgimento de crimes, seguem o seu culto idolatrando um Deus intolerante, que não existe.

Existem sim, várias vertentes de evangélicos e religiosos. Os mais perigosos são o que teoricamente tem alguma cultura e certo poder de persuasão. Com artimanhas absolutistas e enganadoras iludem os inocentes úteis, tocando no seu ponto mais frágil: a ignorância e o medo, fazendo destes mastros para bandeira da hipocrisia.

Pressionados pelos falsos profetas, indefesos fieis pagam em espécie a compra de parte do paraíso prometido nos mais variados cultos. Pobre e fiel massa de manobra que sacrificam, seus familiares no apertado orçamento domestico, repassando religiosamente 10% do que ganham para “igreja”, que utiliza esta verba em benefício e enriquecimento dos “pastores e agregados espertos.”.

A esses pobres de numerários e de espírito lhes são subtraídos a alta estima, o suor e os sonhos, em troca de um céu impossível, apesar de pagarem um alto preço, ou seja: 10% do seu minguado salário.

Os mais esclarecidos e igualmente tolos são lhes cobrado os 10% de dízimo, no entanto estes espertamente dão somente 10% do que lhe sobra do orçamento: Filhos em colégio particular, plano de saúde, veraneio em praias, bons restaurantes, carro top de linha, etc. Com tantas necessidades prementes os 10% do que lhe sobra certamente é de valor inferior ao que um pobre membro assalariado desembolsa regularmente.

Esses falsos profetas se escondem atrás da religião, com intuito de enganar a sociedade, porém nos porões diário cometem os maiores desatinos contra os semelhantes. Existem ainda, aqueles que passam uma vida inteira cometendo todo tipo de falcatruas e arbitrariedade, porem num estalo se “converte”, não em busca de um Deus justo e verdadeiro, e sim na busca de um bom casamento, um bom emprego, ascensão política e social, etc.

Acredito na fé dos inocentes e padece com sua dor, porem a sua Igreja e seus membros ignoram. Falam da palavra, do livro sagrado e são freqüentadores assíduos dos trabalhos, no entanto tudo estritamente no campo teórico. Não prática são incapazes de olhar no olho do seu irmão, de lhe dirigir a palavra, ajudar na hora da dor, muito nem bom dia consegue dizer. Que Deus e este que classifica e tem preconceito. Deus é um só, em qualquer religião, língua, cultura. Como dizia Tio Mane (Manoel Antero Ferreira): Deus é bondade e o Diabo é ruindade. Fecho com ele.




 

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