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Prefeitura
gasta 15 milhões em seis meses e quer mais R$ 7 milhões
e grupo de vereadores não acatam pedido
São
José do Calçado:A Câmara
Municipal de Vereadores de São José do Calçado
aprovou, no ano passado, o Projeto de Lei Orçamentária
de 2007, com um valor superior a R$ 15 milhões. O
orçamento que deveria ser usado para cobrir o ano
de 2007 foi estourado, e o Executivo Municipal enviou à
Câmara um novo projeto de suplementação
orçamentária pedindo mais 45%, que daria um
montante de mais de R$ 7 milhões.
Depois de estourar o orçamento do município,
em apenas seis meses, a administração do Prefeito
Alcemar Pimentel enviou à Câmara um projeto,
pedindo mais 45% de suplementação orçamentária,
o que, de acordo com o Vereador Vinícius Pimentel,
totaliza mais de R$ 7 milhões. Cinco vereadores não
estão de acordo com o projeto, uma vez que foi pedida,
ao Executivo, uma planilha detalhada explicando onde será
aplicado este dinheiro e, até o momento, a planilha
não chegou até eles.
“Enquanto o prefeito não nos enviar uma planilha
detalhada explicando onde aplicará cada centavo desse
dinheiro, não haverá acordo algum”,
disse o Vereador Vinícius Pimentel, filho do prefeito.
Para não comprometer a folha de pagamento dos funcionários
da prefeitura, os vereadores fizeram uma emenda que diminuiu
a suplementação de 45% para 5%, sendo então
a emenda votada e aprovada. A prefeitura voltou a enviar
um novo projeto de suplementação, também
no valor de 45%, sendo que já havia sido aprovado
5%. Diante disso, novamente os vereadores aprovaram uma
emenda reduzindo o valor para 5%. Não satisfeito,
o Prefeito enviou um terceiro projeto de suplementação
à Câmara, dessa vez pedindo 30% de suplementação.
Diante da insistência, os vereadores resolveram agir
de modo diferente e rejeitaram a matéria que não
foi votada pelos vereadores.
Diante a situação, a prefeitura colocou em
circulação nas ruas da cidade, um carro de
som dizendo que os cinco vereadores José Carlos Almeida,
Vinicíus Pimentel, Chico do Hospital, José
Ailton Boca e Fabiano Rodrigues, não votaram o projeto
de suplementação, o que poderá colocar
em risco a folha de pagamento dos funcionários e
até mesmo programas federais, como afirma Vinícius
Pimentel.
“Ao invés de nos enviar a planilha que pedimos
para votarmos o projeto, o prefeito preferiu colocar um
carro de som nas ruas nos desacatando, querendo colocar
o povo contra nós vereadores que estamos fazendo
o nosso papel de fiscalizar. Só queremos a planilha
explicando onde será aplicado cada centavo desse
dinheiro. Esse dinheiro é do povo e não se
pode brincar com ele. Está sendo falado no carro
de som que até os programas do governo federal, como
o Bolsa Família e o Peti correm risco, caso o projeto
não seja aprovado, o que é uma mentira. Esses
projetos são sustentados com verbas federais e não
municipais”, explicou Vinícius.
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Na
foto: Irmãos Metralhas tentando achar mais 45 % no
seu cofrinho em formato de porquinho |