Luciano Spagnol
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Nos deixou nesta quarta-feira(11/06/2008)
Jamir Bullus, um grande amigão. As ladeiras entre montanhas
e flores deixam de ter em sua companhia este homem que conquistou
Calçado com sua generosidade e afeto característico
de sua genética turca. Hoje perpetuados por seus filhos
e netos o legado de homem cidadão que foi este “Calçadense”
tão conhecido e admirado. O “varandão”
chora em silêncio o seu último “guardião”.
O improvisado elevador de cordinha que agora não mais terá
seu papel de substituto dos joelhos tão cansados de labutarem
nas ladeiras, hoje ficam inertes, esquecido num canto. Solitário
ficou o banquinho, aquele que sustentava um aposentado depois
de uma vida de muito trabalho e luta. Também vazia esta
a varanda. Aquela onde ele após dar o bom dia diário
ao seu velho companheiro de antigos tempos Manuel (hoje o último
vivo dos companheiros), tomava seu posto, dando inicio ao seu
dia do “movimento” tranqüilo mundo da Rua Francisca
Teixeira. Qualquer pessoa: homem, mulher, menino que passasse
defronte do “varandão” tinha que cumprimentar,
falar, saber como estava, enfim, comunicar com o tão carinhosamente
tratado por todos de Jamilão e que vai ser inesquecível
a tantos amigos Calçadense. Um desconhecido que o visse
naquele lugar não imaginaria o lutador que foi este velho
amigão. Também silencia o assovio, marca da comunicação
deste homem de bem, e hoje ainda vivo na memória de seus
filhos o que era o comando de austeridade que lhes acompanhou
em suas vidas de formação. Fica aqui a minha gratidão
por ter partilhado uma pequena companhia na amizade deste exemplo
de pai. Em minha estada, trago comigo os ensinamentos de vida
e “estórias” ouvidas e deliciadas na partilha
de momentos em sua companhia na pacata e hospitaleira varanda
na cidade de São José do Calçado. Descanse
em paz amigo Jamilão. Cumpriu seu papel de pai, amigo,
trabalhador, construtor, enfim, “workholic”. Ficamos
aqui com seu exemplo hoje continuados em seus filhos.

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