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São
José do Calçado: O ano novo mal entrou e as suspeitas de prejuízos aos cofres públicos continuam. De acordo com informações da assessoria de imprensa da Prefeitura de São José do Calçado, a Secretaria de Educação comprou e pagou, nos últimos dias de governo da administração passada, uma grande quantidade de material escolar, que daria para atender os alunos do município durante um ano letivo, mas o almoxarifado foi encontrado com os estoques zerados, pela atual administração. Resumindo não havia nada por lá. Documentos apontam que a Secretaria de Educação comprou, pagou e consumiu, nos últimos dias do governo anterior, mais de R$ 60 mil em materiais diversos. Foram mais de 350 mil folhas de papel A4, 21 mil lápis, 8 mil cadernos, 5 mil folhas de estêncil, 2,5 mil canetas e 2,5 mil folhas de cartolinas, dentre outros materiais escolares. Também existem suspeitas de que houve anomalias na merenda escolar, na gestão anterior. Em menos de uma semana, com raros alunos em recuperação, foram gastos mil quilos de arroz, 500 quilos de peito de frango e 200 latas de óleo. No entanto, só foram encontrados no almoxarifado 170 quilos de sal. Ainda conforme informações da assessoria de comunicação da prefeitura, nos primeiros dias da atual administração, foi difícil encontrar papel para trabalhar, o que não deveria acontecer, já que foram comprados, no final da gestão anterior, quase 1 milhão de folhas de papel A4. Se fosse colocada uma folha de papel ao lado da outra, em linha reta, o total chegaria a 111 mil quilômetros de papel, o que daria para ir e voltar 237 vezes à capital do Estado.
A assessoria de imprensa informou ainda que está sendo realizada uma auditoria em todas as secretarias, nos processos de desapropriações e licitações, como também na folha de pagamento dos funcionários, com a finalidade de verificar possíveis irregularidades.
Sem declarações
As compras aconteceram no final do governo anterior, quando Antero Antenor de Abreu (PMDB), vice-prefeito, assumiu a administração, em substituição ao Prefeito Alcemar Pimentel (PMDB), que estava afastado do cargo. Procurado pela reportagem da Folha Sul Capixaba, ele disse que não tinha nada a declarar, sugerindo que somente a ex-secretária de Educação, Maria Elvira Franco de Souza, poderia dar maiores esclarecimentos sobre o que teria sido comprado. |
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Por sua vez, Maria Elvira Franco de Souza se defende, justificando que trabalhou quatro anos com muita transparência e que todo material escolar adquirido, inclusive a merenda escolar, foi para finalizar o ano letivo de 2008. Segundo ela, todo material que sobrou ficou no almoxarifado, o que ficou em menor quantidade foi o papel A4, sobrando aproximadamente entre 500 a 1000 folhas de papel. A ex-secretaria justificou ainda que trabalhava com quase dois mil alunos, e que a quantidade de material e merenda escolar adquirido foi em função deste número. |