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25/7/2008
www.folhadocaparao.com.br
Sérgio Oliveira (Venda Nova do Imigrante)
Desaparecida
há 13 dias, o corpo da Professora Fábia Lázaro
Machado, de 25 anos foi encontrado na manhã desta
quinta-feira (24) em Minas Gerais, perto de um cafezal na
localidade de Humaitá, região cafeeira que
fica na divisa dos municípios de Mutum e Lajinha
(MG), seu corpo estava em estado avançado de decomposição
e o rosto aparentava estar desfigurado. O sepultamento será
nesta sexta-feira (25) no cemitério de Piaçu,
Muniz Freire. O que facilitou para a identificação
do corpo de Fábia foi um anel que ela usava onde
se lia: “Fábia 2000”. Também um
“piercing” no umbigo. Esses detalhes levaram
a polícia a concluir que o corpo era da professora.
Os objetos foram mencionados por familiares durante as investigações.
O corpo da professora estava de barriga para cima, com calça
jeans e um pedaço de blusa na altura do pescoço.
Segundo a delegada Maria Elisabete Zanoli, que esteve no
local, o cadáver da professora estava sem os olhos
e faltava a mão direita e os cabelos. No entanto,
não há sinais que possibilita saber como Fábia
foi assassinada.
O corpo foi trazido em um caixão por um carro de
funerária e chegou por volta de 21h30 desta quinta-feira.
Por estar em avançado estado de decomposição,
peritos de Minas Gerais virão para fazer a autópsia,
sem a necessidade de encaminhá-lo ao Instituto Médico
Legal (IML).
A delegada Maria Elisabete Zanoli, ainda contou que as investigações
continuarão em Minas e no Espírito Santo,
onde a professora desapareceu há 13 dias. Não
existem informações concretas do que pode
ter acontecido.
Descoberta
Trabalhadores rurais que estavam na lavoura encontraram
o cadáver e chamaram a polícia. A delegada
Maria Elisabete Zanoli (Venda Nova) e outro policial foram
até Minas Gerais por volta das 11 horas para acompanhar
o reconhecimento do corpo, que se encontrava próximo
a uma estrada asfaltada.
A polícia mineira entrou em contato com a família.
O professor Eduardo Lázaro Machado, 31, irmão
de Fábia, seguiu de carro com três primos para
Humaitá. Embora tenha evitado chegar perto do corpo,
ele a reconheceu imediatamente pela calça e a jaqueta
jeans que a professora usava.
O padre e um pastor da Igreja Presbiteriana ficaram incumbindo
de darem a notícia sobre a morte de Fábia.
Conforme um amigo da família, a casa onde ela morava
com os dois irmãos e os pais em Piaçu, Distrito
de Muniz Freire, estava cheia de moradores rezando quando
os líderes religiosos chegaram.
Embora
a família de Fábia fosse católica,
pessoas de outras religiões vinham dando apoio a
família. Com a notícia do falecimento de Fábia,
todo o comércio da comunidade que tem cerca de 5.000
habitantes fechou suas portas em respeito à família.
Fábia era a filha do meio do casal Misael Machado,
que é pedreiro, e da auxiliar geral Marlene Lázaro,
que se encontra acamada devida uma cirurgia realizada recentemente
na coluna. “Estou cuidando da minha tia desde a operação
e ela está muito abalada. Estamos sofrendo muito.
Não sei o que pode ter acontecido”, disse a
manicure Elaine Aparecida de Souza Tiengo, 29, prima da
professora.
O
pai da professora, o pedreiro Misael Machado, que está
sob efeito de calmantes, disse que a família é
muito religiosa e está buscando conforto na fé
em Deus. “É uma dor muito grande. Desde que
minha família sumiu a casa sempre esteve cheia de
amigos. Rezamos durante todo este tempo”.
Em Pindobas, zona rural de Venda Nova do Imigrante, na escola
onde Fábia lecionava aulas de ciências, seus
colegas também estão de luto. A pedagoga Patrícia
Maia disse que todos os dias ia para o trabalho com a professora
no transporte escolar da Prefeitura. “Foi uma surpresa
saber que ela está morta. Ainda tínhamos esperança
de que estivesse viva em cativeiro”, contou.
Acareação é suspensa em
Venda Nova do Imigrante.
25/7/2008
Sérgio Oliveira
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O que parecia elucidado não se concluiu. A Polícia
Civil de Venda Nova do Imigrante não formalizou a
acareação entre os dois suspeitos de participar
do assassinato da dona de casa Gilceia da Penha Pereira,
32 anos, ocorrido no último dia 13 no Camargo, zona
rural de Venda Nova do Imigrante. Na quinta (24), o lavrador
Laci da Silva Neves, 25 anos, apontado como o suposto namorado
da vítima, foi preso enquanto colhia café
numa lavoura em Brejetuba. Já na última terça-feira,
dia 22, o trabalhador rural, Leonel Ritz Pereira Paulo,
18, confessou ter assassinado a dona de casa Gilceia com
golpes de pedra na cabeça. Durante o interrogatório,
ele denunciou Laci. Só que no fim da noite de quarta-feira
(23), quando a delegada Maria Elisabete optou pela acareação,
Leonel retirou a denúncia contra o lavrador Laci
da Silva.
Os dois suspeitos já haviam prestado depoimento no
dia do crime e negaram ter participação no
crime. Outra vez Laci voltou a negar o crime durante o depoimento
dado na quarta-feira. Quando foi preso em Conceição
do Castelo, na terça-feira (22), Leonel confessou
que assassinou a mulher batendo com uma pedra na cabeça
dela e em seguida o crânio foi esfacelado pelas pancadas
dadas por Laci, o qual teria mandado ele praticar o crime.
Gilceia foi encontrada sem vida ao lado da capela da comunidade
do Camargo, no km 114 da Rodovia BR-262. Na ocasião,
uma testemunha já havia denunciado Laci como o autor
do assassinato.
Entenda o caso
Um crime hediondo ocorrido em Venda Nova do Imigrante no
dia 13 foi desvendado. O trabalhador rural, Leonel Ritz
Pereira de Paulo, 18 anos, foi preso na manhã de
terça-feira, dia 22, em Conceição do
Castelo, acusado de assassinar a pedradas a dona de casa
Gilceia da Penha Pereira, 32, na comunidade do Camargo,
zona rural de Venda Nova do Imigrante. O acusado do homicídio
estava na casa de um irmão desde o dia em que cometeu
o crime.
De acordo com a Polícia Civil, o acusado foi encontrado
por meio de uma denúncia anônima. Ele foi detido
no momento em que colhia café em uma propriedade
da região, confessando logo em seguida o crime.
O lavrador Leonel Ritz Pereira de Paulo, quando assassinou
Gilceia, tinha 17 anos e chegou a ser interrogado, mas negou
ter envolvimento no crime. Já no dia 15, completou
18 anos e agora poderá ser indiciado pelo homicídio
da morte da dona de casa.
Conforme a Polícia Civil, o lavrador disse que assassinou
a dona de casa, porque ela teria falado "coisas"
que não agradaram a ele. Testemunhas afirmam que
ambos tinham um caso amoroso.
Porém,
o assassino confesso de Gilceia, não respondeu ao
Delegado Carlos Henrique Simões, se ele teria abusado
sexualmente da vítima. Na ocasião do crime,
ocorrido na Comunidade do Camargo, no dia 13, em Venda Nova,
o corpo de Gilceia foi encontrado sem calcinha, ao lado
da Capela de São Francisco de Assis.
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