UNIDOS DE CALÇADO E DO PIMENTA


Por Sérgio Oliveira
sergiolovesluana@broinha.com.br

São José do Calçado: Aguardando o novo julgamento do Tribunal de Justiça Desportista (TJD), que foi transferido para esta quinta-feira, dia 27, depois do fechamento desta edição, o Unidos de Calçado ainda respira, na esperança de que o time do Estrela do Norte, de Cachoeiro de Itapemirim, seja punido por ter escalado o lateral Wallace de forma irregular.
Enquanto isso o atacante Wellington Santos do Sacramento, o Pimenta, aproveita o clima de simpatia que conquistou com o povo calçadense pelo seu ótimo futebol e também por seu carisma. O jogador, que nasceu na Ilha de Itaparica, Bahia, aos 29 de novembro de 1985, contou para a Folha do Caparaó um pouco de sua vida que, como de muitas pessoas, jogadores ou não, foi marcada por fatos tristes.
Wellington contou que, em 1996, ele e sua família se mudaram para Macaé (RJ), por causa de um fato que marcou sua vida: “Eu era pequeno e tive que deixar minha terra para ir embora com meus pais, depois que meu irmão de 17 anos morreu. Ele sofria de epilepsia e, numa tarde, passou mal no mar e morreu afogado. Cheguei na cidade de Macaé e tive que batalhar para treinar em um time da região. Consegui treinar no Macaé Esporte Clube. Fui feliz, apesar de que havia política no meio a fim de me derrubar, mas permaneci no time”, contou.
O jovem jogador disse que foi indicado para o time do Unidos de Calçado pelo zagueiro Cavaline que havia jogado com ele no Macaé Esporte Clube e que, atualmente, joga pela equipe do Serra: “Eu joguei com o Cavaline no Macaé Esporte. Assim, ele falou de mim para o técnico Moreno, do Unidos de Calçado e, fui chamado”, falou Wellington.
Feliz
O baiano Wellington afirmou que seu procurador Sidnei Fraga o trouxe para Calçado e que está muito feliz por jogar no município de Calçado: “Calçado é uma terra bonita, com pessoas legais e muitas mulheres bonitas, e espero jogar aqui de novo, pois o futebol aqui tem futuro”, disse.


Na foto: Pimenta, Ch?yenne Guedes d? Oliveira Bernardes e Narlla.

Ao ser perguntado sobre a razão do apelido “Pimenta”, explicou que, quando morava na Bahia, saía com seu pai para passear e, quando parava em algum bar para comer um salgado, gastava o vidro todo de pimenta, então ganhou o apelido.
Segundo Pimenta, a perda do irmão e uma cirurgia no joelho direito marcaram sua vida. Quanto aos amigos, Suchi é o que ele tem mais carinho e o Unidos de Calçado, passou para ele, a ser uma família, pois é um clube que sabe agradar seus atletas.
Finalizando, ele se diz fã de Pelé e comparou os ídolos da F-1 Ayrton Senna e Gilles Villeneuve, aos jogadores Maradona e Di Stefano, dizendo que, quando morrerem, serão lembrados com os olhos cheios de lágrimas. Disse ainda que quando for embora de Calçado sentirá falta dos muitos amigos que fez na cidade.



 

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