O QUE LEVA ALGUNS ELEITORES A VOTAREM EM CORRUPTOS?

 

Por Addison Viana    
É um mistério? Talvez não. Essa atitude pode-se estar resumida em uma única cifra R$...R$...R$. Não há outra explicação para justificar o apoio de certos eleitores, alguns até que se diz inteligente, a candidatos que claramente estão envolvidos em corrupção no nosso Estado.

Recentemente o jornal A TRIBUNA, publicou na edição do dia 22 de agosto de 2006 – terça-feira, uma relação de Deputados Estaduais acusados de corrupção. E mesmo transparecendo todo esse acontecimento, ainda existem pessoas que assinam o atestado de burrice votando nesses desmoralizados candidatos à reeleição.

Fátima Couzi (PTB) – A deputada teria recebido, segundo processo na Corregedoria, um cheque de R$ 2 mil que seria destinado a uma associação. Um ex-funcionário teria recebido outros dois cheques de R$ 3 mil cada. O ex-funcionário é uma das testemunhas de defesa da parlamentar e, em depoimento, a inocentou.
O processo de Fátima é o mais adiantado. A Corregedoria pediu a sua cassação, o processo foi analisado pela Comissão de Constituição de Justiça (CCJ) da casa que apontou uma série de supostas falhas no relatório. A corregedoria vai marcar outra data para uma nova leitura do relatório.

 
     
José Tasso (PFL) – Sua assessoria teria sacado um cheque de R$ 3 mil destinado a Associação de Proteção e Assistência à Maternidade e à infância. Teria sido sacados, ainda, R$ 15,5 mil destinado à Associação de Moradores de Pedra Menina e ao CIAC Raymundo Andrade. A Comissão Especial de Inquérito (CEI) leu o relatório ontem e pediu a cassação do seu mandato.
O caso será apreciado agora pela CCJ e em seguida levado para votação em plenário.
 
     
Gilson Gomes (PFL) - Teria recebido dois cheques de R$ 15 mil de uma das contas da Editora Lineart. A empresa é acusada de “hospedar” o dinheiro e redistribuí-lo aos beneficiários do esquema.

 
     
Marcos Gazzani (PTB) – Também foi investigado pela Corregedoria por ter recebido um cheque de R$ 3 mil que deveria ser repassado a uma entidade filantrópica. Ele se safou da cassação, tendo sido absolvido pela Corregedoria.
 



 

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