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Por Carlos Rezende
cev.rezende@uol.com.br
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De
Henry S.Landor
THIS WORK IS DEDICATED
TO
THE
PEOPLE
OF
THE
GREAT
BRAZILIAN REPUBLIC
(Dedico
esta obra ao povo da grande república brasileira)
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PREFÁCIO
A
América do Sul é, para mim, ”o
Continente do Futuro”. Todos conhecem a riqueza
da Argentina, Peru, Chile e Bolívia; mas o
interior do Brasil, o maior e mais rico país
do continente, tal como o proibido Tibet, é
praticamente uma terra incógnita.
Quando
comecei minha viagem transcontinental, não
levei europeus comigo. Não é fácil
achar homens que suportem as canseiras de uma jornada
tão longa e árdua. Também não
me surpreendi ao não conseguir obter empregados
no Brasil que quisessem me acompanhar, de modo que
eu pudesse ser aliviado de uma porção
do tedioso trabalho científico da expedição,
especialmente ao calcular diariamente as observações
astronômicas, as quais tomam bastante tempo.
Todos os labores, de todas as espécies, eventualmente
caíram sobre meus ombros, e, ao partir, estava
preenchendo as funções de agrimensor,
hidrógrafo, cartógrafo, geólogo,
meteorologista, antropólogo, botânico,
médico, cirurgião veterinário,
pintor, fotógrafo, construtor de embarcações,
guia, navegador, etc. Os tropeiros que me acompanharam—em
número de seis, ao todo—eram de pouca
ajuda para mim. Assim,considerando todas as peripécias
e azares por que passamos,asseguro ao leitor que se
dê ao trabalho de ler este livro com atenção,
que é quase um milagre o nosso retorno, com
cerca de 800 fotografias, todos os meus cadernos de
anotações, todas as minhas observações
científicas, bem assim os vocabulários
que fiz de várias línguas das tribos
indígenas que encontrei pelo caminho. E também
por trazer a salvo todos os homens que levei.
Mas, retrocedamos no tempo e no espaço a Paris:
--Mais de três meses para chegar ao lugar?—perguntou
o espantado negociante de artigos para filmagem, em
Paris. —Então o senhor deve estar indo
para Marte!Não existe mais na terra lugar que
demande tanto tempo assim para se chegar!
Essa a exclamação quando comprei os
dez mil metros de filmes a serem usados em minha próxima
viagem através do continente sul americano.
Estávamos em 1910.
E o negociante voltou a indagar:
--Monsieur,
onde exatamente tenciona usar todo esse filme?
--No coração do Brasil—respondi.
--No coração do Brasil? No próprio
coração do Brasil?...Oh, Mon Dieu!Mon
Dieu!(risadas e um complacente olhar em minha direção)
Ora, ora, uma de nossas fábricas fica perto
de lá.
Era a minha vez de rir e também a de lhe dirigir
um complacente olhar:
--Onde fica mesmo a sua fábrica próxima
do Brasil?
--Ora, é bem próxima. Ela fica em Montreal,
no Canadá. Se quiser despachar os filmes, leva
uns três dias de lá até o lugar
para onde vai.
--Bem próxima, realmente. Somente uma distância
de 65 graus de latitude—uns 7170 quilômetros.
Eis a que se reduzia o conhecimento geográfico
do francês. Mas o inglês médio,
a não ser que esteja diretamente
interessado no país, conhece pouco mais que
isso. Várias vezes me perguntaram em Londres
se o Brasil era uma província do México,
se não era através do Brasil que os
americanos estavam rasgando o Canal do Panamá!Outros
achavam que o país era uma colônia alemã;
outros ainda, mais patrióticos, reivindicavam
as terras brasileiras como uma possessão legítima
da coroa britânica. Os mais esclarecidos imaginavam
que era uma terra onde se caminhava constantemente
por largas avenidas adornadas de magníficas
orquídeas, tendo por sobre a cabeça
uma revoada de pássaros de bela plumagem.
O Brasil tem uma área de 8.547.404km2. Alguns
dos estados da república são maiores
do que alguns dos maiores países da Europa,com
exceção da Rússia.
Poucas são as pessoas capazes de apreciar a
grande importância desse belo país—sem
exceção, o mais rico,o mais maravilhoso
do mundo e,em meu ver,o que possui melhor futuro pela
frente,sem qualquer dúvida.
O Brasil detém uma incalculável riqueza
mineral. Magníficos diamantes podem ser encontrados
em várias regiões, sendo os de Minas
Gerais e Mato Grosso famosos por sua pureza; ágatas,ametistas,esmeraldas,safiras,rubis,topázios,toda
espécie de rocha cristalina,existem em abundância.Ouro
em muitos lugares do platô central—Minas
Gerais e Mato Grosso,novamente;platina em São
Paulo,Minas Gerais,Santa Catarina e Espírito
Santo;prata,mercúrio,chumbo e cobre em vários
lugares,bem como ferro,antimônio,manganês,tório,
fosfatos, cal, bauxita, granito, argila, magnésio,níquel
e estanho.
Fontes termais e minerais são numerosas—particularmente
as águas sulfurosas e ferruginosas. Encontram-se
os mais belos mármores, de cores variadas,
e também enormes quantidades de mica e amianto.
Mais pródigo ainda é o país em
sua riqueza botânica. Encontram-se madeiras
valiosas em muitas das florestas brasileiras—embora
não se possa imaginar, por um momento sequer,
que as florestas sejam compostas tão somente
por madeiras úteis. De fato, não é
o caso. Muitas são absolutamente destituídas
de valor. Mas,quando se compreende que as florestas
brasileiras se estendem por vários milhões
de quilômetros quadrados,torna-se fácil
conceber que existe uma abundância majoritária
de madeiras de lei em relação àquelas
mais pobres em qualidade. A maioria das madeiras é
também interessante por outro aspecto: o seu
alto peso específico. Pouquíssimas flutuam
n’água. No platô central, por exemplo,
não consegui encontrar uma única que
flutuasse—a não ser,e sob condições
especiais,a linda palmeira chamada buriti(Mauritia
vinifera M.).Já não é assim quando
percorremos as margens do rio Amazonas.Algumas madeiras
brasileiras,tal como o pau-ferro (iron tree),cujo
nome muito adequadamente indica sua qualidade,são
de extraordinária dureza,o que as torna menos
valiosas nas construções navais.Não
obstante,há grande quantidade de árvores
lactíferas,fibrosas,medicinais,resinosas e
outras das quais se pode obter óleo—tudo
isso lhes conferindo valor industrial inestimável.Jamais
vi em outros lugares palmeiras mais belas do que as
brasileiras: o já mencionado buriti,a piaçaba
(Attalia fumifera M.),o açaí ( Euterpe
oleracea L. ),a carnaubeira (Copernicia cerifera M.),o
comestível palmito (Euterpe edulis M.),etc.
Outra grande riqueza do Brasil são as suas
centenas de milhares de quilômetros quadrados
de terras para pastagem—bem abastecidas de água
e de clima delicioso—aptas, algum dia, para
engordar tanto gado, que será capaz de suprir
a fome de carne da metade da população
mundial.
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RIO
DE JANEIRO |
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Cheguei
ao Rio de Janeiro em 9 de janeiro de 1911.Acho desnecessário
dar uma descrição da cidade.
Todo mundo sabe que—do ponto de vista pictórico--,
ela é um lugar verdadeiramente celestial. Poucas
cidades à beira-mar, na terra, podem almejar
possuir um pano de fundo tão glorioso, tendo
ao longe montanhas de relevo tão fantástico,e
ao mesmo tempo estar situada em uma das enseadas mais
maravilhosas já vistas.Pessoalmente já
vi uma baía tão interessante quanto
a do Rio,mas não existe uma cidade lá
e encontra-se como que perdida no arquipélago
filipino.Mas um tal conjunto de maravilhas criadas
pela natureza e em combinação com as
dos homens,não poderá ser encontrado
em qualquer outro lugar do mundo.
É certo que muitas de suas ruas são
estreitas e tortuosas e até recentemente eram
consideradas insalubres, mas temos que assinalar a
beleza da impressionante Avenida Central, inaugurada
há poucos anos, e que corta o coração
da cidade. Atravessa uma península de uma beira
a outra,sendo suas calçadas trabalhadas com
desenhos geométricos realmente interessantes,
embelezadas, além do mais, com lâmpadas
de rua e modernas construções. Sua generosa
largura parece ser ainda maior em contraste com as
ruas estreitas.
Há
uma rua, contudo, que é mais querida dos brasileiros
do que a Avenida Central. Eles se orgulham da Central,
claro, mas têm uma particular afeição
pela Rua do Ouvidor. Por ela flui uma onda humana
tal que em nenhuma outra se vê no Brasil. Somente
os pedestres a utilizam. Os veículos só
passam por ela depois da meia-noite. Com suas atraentes
lojas sortidas com as mais caras mercadorias do mundo,
pode-se encontrar qualquer indivíduo que por
acaso se procure--se não o encontrar nela,
talvez não o encontre em mais nenhum outro
lugar, porque, cedo ou tarde, alguém irá
circular por ali. Nesta rua, a feliz, a divertida,
a esfuziante multidão humana está em
contínua festa.
O caminhante, ao passar por esta e outras ruas, sentir-se-á
deveras impressionado pela quantidade de esplanadas,
praças públicas, e em particular com
uma que leva o nome de Beiramar, que é uma
combinação de passeio público,
estacionamento de veículos e parque, que se
estende por várias milhas ao longo das margens
da baía.
Não há quem se mantenha indiferente
à prevalente profusão de cafeterias
e bares. São os pontos de reunião preferidos
dos amigos. Ninguém parece resistir ao chamamento
para uma conversa enquanto se bebe um cafezinho e
se come um pedaço de bolo.
Como
nada nesse mundo é perfeito, existe uma terrível
chateação, ao menos para quem não
está acostumado a ela: os vendedores de bilhetes
de loteria. São eles mais numerosos e insistentes
do que os vendedores mirins de jornais dos Estados
Unidos. Há toda espécie de superstição
associada às loterias. Se alguém sonha
à noite com certos bichos como cachorros, gatos,
cavalos, vacas e muitos outros animais, no dia seguinte
envidará todos os esforços para comprar
bilhetes cujos números, de alguma maneira para
mim misteriosa, estão associados com os tais
animais. Por exemplo, se um sujeito sonhou com cachorro,
ele tentará comprar, logo de manhã,
um bilhete cujo número corresponda ao do cachorro.
Digamos que o do cachorro seja 37. Este indivíduo
ficará quase louco na tentativa de comprar
um bilhete cujos dois algarismos finais sejam 37.
É difícil escrever de forma moderada
sobre o Rio de Janeiro. Há aqui uma tão
rara combinação de primitivo e moderno,
de oriental e ocidental, que se é levado ao
emprego freqüente de pontos de exclamação.
Na Avenida Central, vêem-se incontáveis
vendedores ambulantes carregando toda sorte de artigos
comerciais sobre as cabeças e movendo toda
espécie de veículos de rodas por entre
automóveis e belas carruagens PUXADAS
POR MULAS. Notam-se também indivíduos
de várias raças. É certo que
os de feições latinas são maioria,
mas os negróides constituem uma visão
comum, um pouco menos os de feições
indígenas, e misturas dessas faces representam
praticamente todas as nações. Impressiona
igualmente a vestimenta. Quem será aquele cavalheiro
que ali vai todo elegante, finamente trajado?Por suas
roupas, imagina-se logo que deve ser um homem rico
e influente. Mas quem é ele?Trata-se de um
barbeiro. Aquele outro mais adiante é um simples
caixa de banco. Mas então por que tão
bem vestidos?Bem, a aparência aqui é
objeto de culto. Organiza-se desfile para tudo, mesmo
aqueles da religião predominante, e tem-se
a impressão que o culto às formas e
às meras exterioridades é o que mais
importa.
Há
vários lugares a partir dos quais esplêndidos
panoramas da cidade podem ser apreciados, mas nenhum
deles se compara com o que se pode ver subindo-se
até o topo de uma montanha chamada Corcovado.
O cenário que vislumbramos daí de cima
é simplesmente indescritível. A Baía
do Rio de Janeiro, com suas oitenta ilhas, a montanha
do Pão de Açúcar, em pura rocha,
à sua entrada, a cidade serpenteando seu caminho
entre montanhas de formato curioso, aqui e ali se
espraiando em largas alamedas, o alto mar distante,
e às nossas costas o fundo da baía,
recortado ao longe pela barreira de uma altaneira
cordilheira, constituem um panorama de inexcedível
majestade e beleza.
Avista-se do Rio, do outro lado da baía, uma
cidade chamada Niterói. Fomos até lá
uma noite e ficamos hospedados na residência
da família Entzminger. Na manhã seguinte,
antes do café da manhã, Dr Entzminger
me apresentou alguns pontos pitorescos dessa bela
cidade, a qual conta com uma população
de 40 mil habitantes e é a capital do Estado
do Rio de Janeiro.
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SÃO PAULO
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Deixei
o Rio de Janeiro num trem da Ferrovia Central e fui
até São Paulo na companhia do engenheiro
dessa mesma ferrovia, Dr. Carlos da Fonseca.
Ao me aproximar de São Paulo pela manhã,
fiquei impressionado com a atividade da cidade que
acordava de seu sono, principalmente quando a comparava
com a pachorra dos habitantes do Rio. Velozes veículos
iam e vinham pelas ruas, as pessoas andavam apressadas
e quando paravam para conversar o faziam rapidamente,numerosas
fábricas ejetavam nuvens de fumarada pelas
suas chaminés.Parecia que estávamos
numa ativa cidade comercial da Europa.Os tipos e modos
das pessoas eram diferentes daqueles que tínhamos
encontrado no Rio—mas igualmente educado,igualmente
atencioso comigo quando desembarquei na estação
ferroviária.
Dotada de um clima delicioso devido à sua altitude
média de 800 metros acima do nível do
mar e a cerca de 90 quilômetros de distância
do oceano Atlântico, com uma população
enérgica, de origem em parte italiana, ao invés
da apática mistura de português e negro,
São Paulo é, de fato, a mais próspera
de todas as cidades brasileiras. Seu crescimento anual
é espantoso. A arquitetura de seus prédios
tem sido gradualmente modificada e melhorada, de modo
que podemos prever que se tornará uma bela
cidade dentro de poucos anos. Possui magníficas
avenidas e um maravilhoso teatro.
É de conhecimento geral o quanto a expansão
e colonização das regiões centrais
e meridionais do Brasil devem aos desbravadores nascidos
em São Paulo. Os inícios das atividades
desses paulistas data de 1531, desde o rio da Plata,
no sul, até as nascentes de rios que correm
pelo Estado de Mato Grosso e, não contentes,
se enfurnaram por regiões setentrionais.
Pretendo fazer um esboço bastante ligeiro daquilo
que realizaram esses audazes exploradores e aventureiros.
Suas incursões penetraram em territórios
da América do Sul que mesmo atualmente oferecem
quase invencíveis dificuldades ao viajante
mais destemeroso.
A história das famosas bandeiras, sob o comando
de Raposo Tavares, e compostas de mamelucos (mestiços
de portugueses e índios), que tinham, inicialmente,
o objetivo de escravizar povos indígenas, é
empolgante além de todas as palavras, e quem
a lê imagina erroneamente que tudo é
apenas ficção. Os métodos dos
Bandeirantes eram sinistros. Capturaram hordas numerosas
de indígenas e mataram igual quantidade ou
mais. Nas suas selvagens investidas quase que despovoaram
o interior do país por completo, pois as poucas
tribos indígenas que restaram buscaram refúgio
nas encostas da Cordilheira dos Andes.
Os
jesuítas se empenharam com ardor no salvamento
desses indígenas das duras mãos dos
Bandeirantes, criando as chamadas missões,
que serviam como abrigo para seus protegidos. Entretanto,
nem aí eles tiveram paz, uma vez que as missões
acabaram por ser destruídas e os missionários
dispersados ou mortos.
A audácia dos Bandeirantes não conhecia
limites. Em 1641, outra expedição desses
paulistas teve início. Saquearam as missões
no Paraguai e fizeram grandes apresamentos de indígenas
convertidos. Os aventureiros invadiram inclusive o
até então impenetrável território
de Chaco. Mas, e é a história que nos
diz, os jesuítas aí, os quais estavam
bem preparados para a guerra,emboscaram uns 400 Bandeirantes,fizeram-nos
seus prisioneiros,mas acabaram por soltar 120 deles,que
foram comidos pelos índios canibais do Chaco.Em
revide,os Bandeirantes que não tinham sido
capturados,cresceram em fúria e arrasaram todas
as missões e as vilas indígenas em sua
passagem,nada ficando de pé,quer fosse gente,quer
fosse edificação.Após tudo isso,os
Bandeirantes se deixaram consumir de amargura e poucos
retornaram à sua origem.Daí em diante,suas
expedições escravagistas reduziram-se
ao mínimo,e desviaram seus objetivos para a
busca de ouro e diamantes,o que contribuiu para o
desbravamento e povoamento do interior do Brasil.
O Estado de São Paulo estende-se, grosso modo,
no formato de um paralelogramo a partir do oceano
Atlântico. Pode ser dividido em duas zonas distintas.
A primeira compreende as terras baixas do litoral
e a segunda, os planaltos do interior, com as serras
de Paranapiacaba e a do Mar—que seguem ao longo
do litoral, em certos locais aproximando-se bastante
do mar. A região mais baixa é muito
quente e úmida, com terrenos pantanosos e bons
para o cultivo do arroz. A região mais alta
é extraordinariamente fértil, de clima
ameno e com chuvas abundantes durante todos os meses
de verão. Os dias, no inverno, são geralmente
claros e secos.
É nessa segunda zona que ficam as imensas plantações
de café, o solo aí sendo perfeitamente
adequado a esse cultivo.
A superfície do Estado é de 248.808km2.
Sua população em 1908,a mais recente
que obtive,era de 3.397.000 habitantes.
O estado já atingiu enorme prosperidade, principalmente
na exportação do café. Embora
quase todos os rios sejam absolutamente impróprios
para a navegação devido a perigosas
correntezas e quedas d’água, podem ser
aproveitados para a irrigação e a geração
de energia elétrica.
Graças à perspicácia de um grande
homem chamado Eduardo Prado, iniciou-se uma nova indústria
que promete lucratividade talvez maior que a do café.
Refiro-me à criação de gado em
larga escala nas pradarias próximas a Barretos,
ao norte do estado. Está prevista, e logo será
uma realidade palpável, a construção
dos mais modernos abatedouros e sistemas de refrigeração.
Com isso, São Paulo poderá suprir de
carne todo o país e, se também considerarmos
o potencial conjunto dos estados de Mato Grosso e
Goiás, creio que o Brasil tomará folgada
dianteira na exportação desse produto
para o mundo inteiro.
Foi pela bondade do presidente da Ferrovia Paulista,
que me reservou um lugar especial numa composição,
que deixei a cidade.
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Resumos
e Tradução de Carlos Rezende, extraídos
dos seguintes livros em Domínio Público:
1) Fotos:Biblioteca Nacional: http://catalogos.bn.br/scripts/odwp032k.dll.rg=gravura;
http://catalogos.bn.br/terezacristina/page4_en.htm;e
outras,na mesma fonte.
2)The Project Gutenberg EBook of Across Unknown South
America, by Arnold Henry Savage Landor
31/10/2007
This eBook is for the use of anyone anywhere at no
cost and with almost no restrictions whatsoever. You
may copy it, give it away or re-use it under the terms
of the Project Gutenberg License included with this
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