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Entrevista com Djalma      

  O broinha entrevista , mais um personagem de nossa querida São josé do Calçado. Ele é Djalma Junger Lahud, Filho do casal de broinhas, o saudoso Tunico, e de Dona Carmem. Djalma,também conhecido como "piriquito" marcou sua época em Calçado, pela sua irreverencia e o grande número de amigos que fez. Hoje mora nos Estados Unidos é casado com Fátima e tem duas filhas, Livia e Natália. Nesta entrevista ele fala de forma simples e agradável de sua família, de sua vida e de suas lembranças.

Broinha: Djalma, fale um pouco de você ,de sua família , e do seu trabalho para os broinhas que não te conhecem.
Djalma: Posso falar uma coisinha antes? Posso? Eu queria agradeçer ao meu "perdoado"amigo Caçapa todas as ruindades que ele fez comigo. Sem elas eu não teria o que escrever para o Broinha e nem seria entrevistado. Tá vendo palhaço? Tá vendo?Agora podemos começar.A gente mesmo falar da gente é meio difícil, mas sou uma pessoa muito positiva, alegre, extrovertida, muito emotivo(choro bastante) ,adoro cultivar e preservar minhas amizades. Aprendi, depois de muitas porradas, que não adianta olharmos de cara feia para a vida, muito pelo contrário, olhe e encare-a alegre, sorridente, confiante, animado, sem esqueçer do passado, para no futuro não cometer os mesmos erros.
Familia é tudo, né? O que seria de mim sem a dona Papagaia( Fátima) me azucrinando (50%) as idéias? Que seria de mim sem as duas maritacas (Livia e Natália) me azucrinando mais ainda ( 49%)? O que falta ( 1%) fica por conta do Caçapa que não para de me ligar embriagado.Para mim familia é o esteio da vida.Sem ela o sujeito fica sem rumo. E se voçê perdeu o rumo, mas tem uma familia unida, com certeza voçê o encontrará novamente e fará coisas que voçê julgava que seria impossivel de fazer. Aconteçeu comigo.Aqui em casa funcionamos igual aos mosqueteiros: Um por todos, todos por um.
Hoje eu trabalho em uma companhia de "vending machines". São aquelas máquinas automátizadas de refrigentes, comida congelada, salgadinhos, café, etc. Uma tralha danada. Sou supervisor de manutenção . A nossa companhia ( Rite Way Vending Corp ) é a segunda maior aqui no sul da Flórida e temos 2648 máquinas em hospitais, escolas, escritórios, enfim, onde dá para colocar uma , lá vamos nós. E eu tenho que manter essa tranqueira funcionando.

Broinha: Ha quanto tempo você está vivendo nos Estados Unidos? Como é morar fora do país e conviver com outra cultura?
Djalma: Fazem 2 anos e meio, cheguei na América no dia 08-02-2001. No meu caso, que estou com a familia toda fica mais fácil, o que mata é a saudade. Agora imaginem bem o caso da Denise, minha prima, que está aqui há 2 anos sem ver os filhos? Isso é dificil.Conviver também não é dificil. Nós por exemplo, viemos para morar na América. Não para juntarmos dinheiro e voltar, como fazem 95 % dos brasileiros que aqui estão. Então o que ocorre? Tivemos que dar uma 'americanizada'.Falar, escrever, ouvir, enfim, entender e se fazer entender em inglês.Eu faço isso isso tudo em " broáico- inglês", deu para entender né? Conheço brasileiros que estão aqui há 5, 10, 15 anos que não falam inglês. Esses ficam empacados, sofrendo na mão dos outros brasileiros, uma covardia. Fazem um dinheirinho, acham que estão ricos, vão para o Brasil, perdem tudo e quando conseguem voltar é a mesma roda-vida.

Broinha: Desde que o broinha entrou no ar, você e o Thiago Vieira( que em breve será entrevistado) tem sido os que mais escrevem para a revista. Este lado seu de escritor já havia se manifestado anteriormente?
Djalma: Não. Pelo que me lembro a última (e a primeira) vez que escrevi eu devia ter uns 10 ou 11 anos. Foi uma carta para o vô Djalma pedindo presente. Coisa de criança.
Agora, quando tento escrever não faço calúnias como o Thiago fez sobre mim.Aquela que ele falou que eu estava no meio da banda, embriagado e tentando reger a mesma com um pão de sal na mão.Ele me caluniou. Eu não estava com um pão de sal na mão. Era um pão tatú ( muitos risos ).

 

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