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Zé Maria Ferrugem e a balança
do Searino
Alguns
anos atrás, saímos do Campestre já bem chamuscados,
eu, Calinha, Baco, Zé Maria Ferrugem e fomos almoçar
no restaurante do Searino. Lá chegando continuamos nossa
maratona etílica enquanto não chegava o almoço.
Passado algum tempo entra um sujeito que nunca tínhamos
visto em Calçado e ofereçe alguma coisa para o Searino
comprar. O Searino como também era açougueiro, comprava
aquelas pedras produzidas, se não me engano, nos rins dos
bovinos. Como são muito caras, as pedrinhas são
pesadas naquelas balanças de precisão.
O Searino me puxa a tal da balança debaixo do balcão
e começa a pesar a mercadoria. Eu dou uma futucada no Ferrugem,
por debaixo da mesa e falo:
- Xiii... Ferrugem! Sujou! Tá vendo aquela balança
que o Searino tá usando? É pra pesar cocaína.
O Ferrugem apavorado, os olhos super arregalados na mesma hora
falou pro Calinha:
- Calinha, meu filho, me dá seus óculos escuro,
rápido, anda.
Meteu a mão nos óculos do Calinha, colocou no rosto
e exclamou:
- Pronto! Agora se a policia chegar não vai me reconheçer!!!!
Djalma
Piriquito

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