Ponto de Vista


Um anjo chamado Zarife

   O assunto escolhido por mim para ocupar esta coluna seria sobre o carnaval. Mas, infelizmente, o desenlace do falecimento de nossa amiga e conterrânea Zarife, mudou o rumo das coisas. Aliás, carnaval e Zarife sempre caminharam juntos, nos grandes eventos promovidos por ela. Sempre incansável nos bastidores ou à frente dos acontecimentos. Por várias décadas, desde os anos 60, era impossível se imaginar qualquer evento em Calçado, seja no campo esportivo, cultural, religioso ou profano, sem a sua presença.

   Já disse o filósofo que muitos não fazem a menor falta, alguns fazem alguma falta, uns poucos fazem muita falta e outros são insubstituíveis, de tanta falta que fazem. Zarife fazia parte desse último time de escolhidos. Fazia e faz uma falta imensa e, infelizmente, vai continuar fazendo daqui para frente. Vamos demorar a nos acostumar sem aquela garra com que ela se lançava à frente dos projetos comunitários, sempre que seu cunho era de ordem humanitário ou beneficente.

   Mas Zarife não será lembrada apenas como promotora de grandes eventos, "quebra-galho" que levava adiante qualquer movimento em que faltava mão-de-obra ou liderando essa ou aquela diretoria em que faltavam membros a compor. Nem por seu indefectível fusquinha cor de tijolo. Será, sim, lembrada pelo grande coração que levava no peito e suas grandes participações em causas humanitárias, com sua solidariedade sempre disponível a qualquer hora do dia ou da noite. Uma grande cidadã calçadense ...
Descanse em paz minha amiga e me perdoe por ter viajado em caráter de emergência na madrugada em que você faleceu, não me dando nenhuma chance de saber do desenlace ou de comparecer ao seu enterro.

Jefferson Spadarott Bullus






 

O broinha - www.broinha.com.br - todos os direitos reservados