Helena
Maria Glória Viana, sua mãe D. Nenen queria que
ela fosse professora. Mas desde cedo sentiu que sua vida seria
o teatro, cinema,etc. D. Nenen era uma grande incentivadora
do teatro em Calçado. Lembro-me quando criança
que ela criava pequenas peças que chamava de ‘sketchs’.
Talvez fosse um rascunho ou início de uma peça
teatral. Era muita criativa. Geralmente em finais de ano, em
comemoração do natal, lá na Escola Dominical
da Igreja Presbiteriana aconteciam tais peças teatrais.
Certa ocasião participei de uma num pequeno papel. Eu
era um pobre enfermo e sofria uma paralisia em uma das pernas.
Então teria que ir mancando entregar uma oferenda ao
menino Jesus colocando-a ao lado da manjedoura. Na ida tudo
bem mas na volta esqueci de mancar e D. Nenen me passou um sabão
. Em outro ‘sketch’ eu era ajudante de pedreiro
e estava separando os tijolos inteiros. Tinha um tijolo quebrado
no meio feito de espuma e pintado na mesma cor. Eu teria que
perguntar ao pedreiro o que fazer com ele. Então o pedreiro
mandava eu jogar fora. Eu atirava o tijolo de espuma no público,
que abria uma clareira com o susto. Era muito engraçado.
Bem, retornando ao orgulho de ter uma conterrânea famosa
como nossa atriz Darlene, lembro-me certa vez que estava a passeio
em Calçado vindo do Rio de Janeiro onde estava fazendo
um filme e foi até ao pátio do Grupo Escolar ver
o ensaio da banda. Eu era o corneteiro e quando chegava perto
dela eu enchia os pulmões e mandava ver. Ao final do
ensaio e veio e me deu um beijo no rosto e me abraçou.
Fiquei numa alegria que parecia que estava flutuando no ar.
Uma loura linda e famosa daquela me beijando. Darlene teve uma
trajetória de vida muito agitada. Ela e seu filho Rodrigo
foram perseguidos muitos anos por pessoas querendo se vingar
do seu ex-namorado Mariel Mariscot que era um policial violento.
Depois converteu-se ao cristianismo em 1980. Muito boa a iniciativa
de fazer uma homenagem a nossa conterrânea dando o nome
dela ao teatro em Calçado. Parabéns ao autor da
idéia.
Segue abaixo um pequeno resumo da sua trajetória de vida:
Começa
sua carreira cantando na Rádio Cachoeiro de ltapemirim,
ao lado do desconhecido Roberto Carlos.
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Em 1958 é eleita miss da cidade.
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Muda-se para o Rio de Janeiro e passa a apresentar-se em programas
de calouros, primeiro como cantora e depois como rádio-atriz,
seguindo-se Teatro de Comédia, Teatro de Revista e até
espetáculos circenses, até encontrar seu verdadeiro
caminho, o cinema.
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Estréia em 1964, em Um Ramo Para Luíza.
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A cada novo filme, sua participação vai crescendo
de importância.
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Seu maior momento no cinema acontece em 1973 no filme Toda Nudez
será Castigada.
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Nos anos 80 abraça a religião evangélica
e torna-se a irmã Helena Brandão, assumindo o
nome de seu marido, pastor.
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Em 1987, volta rapidamente à televisão, mas acaba
se fixando em Nova York, onde produz vídeos e curta-metragens
evangélicos.
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Longe da TV desde 1987, retorna em 1997 para participar de um
episódio do programa "Você Decide", pela
TV Globo.
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Volta ao cinema em 1998 em Até que a Vida nos Separe,
de José Saragoza.
Almir
Lobo de Aguiar
