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UM
REENCONTRO COM JOSÉ
"O
broinha.com" anunciado por seus idealizadores traz esclarecimentos
de que o objetivo maior é proporcionar o reencontro e registro
dos momentos dos filhos e agregados da boa terra. Daí porque,
sob o meu ponto de vista, me permito ousar relatar momentos da
vida e rumo de nossa cidade. Entendo que são vidas vividas
dignas de referencia para os mais novos. São lutas ganhas
ou vencidas,que mostram para uma nova geração a
força e grandeza que existe dentro de cada um. São
ideais realizados ou não, que deixam, principalmente, para
os mais novos a certeza de que se deve sempre seguir em frente
com seus sonhos.
Na vida de nossa terra são muitos os
José's que ajudaram a nortear nosso rumo. Cada um com sua
importância fazendo a história de nossa gente. A
começar pelo nosso padroeiro. Um valioso José que
fica em sua constante vigília a nos abençoar. Certamente
valorosos Broinhas José's foram, são e serão
eternas fontes inspiradoras denossa fé em dias melhores
mas, nessa oportunidade gostaria de reviver com minha gente calçadense
um reencontro com um José. Um José como bem definiu
Pedro Teixeira, em uma das suas majestosas obras "José
Borges de Almeida um pacato comerciante".da cidade..."
que ainda moço nos anos 60 resolvera construir um caminho
de·dedicação ao seu município e sua
gente". Com certeza seu pai, Sr. Pedroca, sua mãe
Dª. Jovita e seus quatorze irmãos, sendo sete homens
e sete mulheres, não poderiam imaginar que no dia 14 de
novembro de 1928 em Barra de Pirapitinga, Estado do Rio de Janeiro,
estava nascendo um pedaço da história de nossa cidade,
que até ficava bem distante daquele local.
O
primário, em Pirapitinga, alfabetizado pela professora
Olga. O ginasial e o Cientifico
em Calçado, no Colégio de Calçado, onde começa
viver as emoções que um dia mais tarde serão
fontes de suas inspirações.
Como
quase todo José é identificado no interior como
Zé, não por menosprezo, pelo contrário, por
carinho e intimidade que todos se tratam, o então jovem
Zé Borges muito convicto e determinado de seus ideais aos
poucos foi construindo seu próprio caminho. No mês
de janeiro de 1955 Zé Borges em sua longa jornada dos sonhos
a conquistar concretiza mais uma etapa importante em sua vida.
Casa-se
com a Senhorita Ilka Rezende Mendonça, filha de tradicional
família Calçadense, com quem teve suas quatros filhas:
Dilza, Dilzete, Dilma e Dilcéia. Lar doce lar, que sem
duvida, por varias vezes degustaram o produto do seu passa tempo
predileto, a pesca.
Sem dúvida, como todos que lutam por
seus ideais, o reconhecimento da existência do jovem líder
logo é concretizada. Convocado pelos líderes maiores
a disponibilizar seu nome para o comando dos destinos de nosso
município, José dá início a concretização
de seus ideais. Elege-se Prefeito Municipal em 1966, deixando
como marcos de sua administração a implantação
do Busto em praça pública do Calçadense,
reconhecido Governador desse Estado, Dr. Christiano Dias Lopes
Filho, bem como a construção do prédio da
Prefeitura, a Escola de Aplicação, Jardim de Infância
e as praças, nosso cartão de visita.
Confirmado sua posição de novo administrador e líder
do município, em 1972 volta Zé Borges à administração
municipal, se elege novamente a Prefeito, para junto com todos
Calçadenses transformar seus sonhos em realidade.
Desse período o Parque de exposição
Divinéia é a referência de sua administração.
Oportunidade dada, todas as chances aproveitadas. Foi assim o
resultado do aprendizado e luta a que se submeteu Zé Borges.
De convidado para participar de um processo, passa o jovem idealista
a condição de líder.
Determinação, postura, moral e
competência para tanto, era o que sobrava em sua conduta.
Escrevendo capítulos da história de nossa cidade,
Zé Borges, através do reconhecimento de seus conterrâneos
e dos municípios vizinhos, passa a ser um ícone
na vida pública de nosso município.
Zé Borges é acometido por um infarto
fulminante em 14 de julho de 1982. Nossa cidade não tem
mais o privilégio de conviver o dia a dia com sua presença
física. Sua bandeira e seu legado são defendidos
por uma grande parte dos calçadenses; enquanto a outra
continuava a respeitá-lo. Mais do que suas obras municipais,
para várias gerações, fica o exemplo de como
um cidadão pode fazer a diferença dos rumos de seu
Município. Podemos, sem medo de sermos julgados, dizer:
Valeu Zé Borges.
A oportunidade de nesse momento fazermos parte
desse reencontro é, sem dúvida, alimentar a alma
desse Grande Calçadense por tudo que ele representou e
representa para nossa São José do Calçado.
Aos netos Eric, Fabrizio, Ravi, Eduardo, Luna e Bruno, aos genros,
as filhas e esposa gostaríamos de dizer: As horas que a
vocês não foram dedicadas por ele certamente os calçadenses
foram os beneficiados. As angústias e falta de paciência
que, com certeza, por vezes a vocês foram proporcionadas
é porque poupar os calçadenses certamente era o
seu objetivo. O orgulho que vocês tem do avô, sogro,
pai e esposo podem ter certeza que é sem dúvida
um sentimento também de todos os Broinhas.
Os
meus respeito e um grande abraço.
Jamir
Bullus
03-agosto-2003

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